A importância da cognição e da capacidade motora de idosos para o tratamento odontológico: uma revisão integrativa
Camila Aparecida Angeleli FLORENCIO, Giovanna Markovic RODRIGUES, Ana Beatriz Cesnik CARDOSO, Isabella De Miranda CARDOSO, Fernanda Lopez ROSELL, Andréa Candido dos REIS, Silvia Helena de Carvalho Sales PERES, Lígia Antunes Pereira PINELLI
Resumo
Introdução: O envelhecimento populacional impõe desafios à odontologia, especialmente no cuidado a idosos com comprometimentos cognitivos e motores. Essas alterações, comuns com o avanço da idade, afetam a realização da higiene bucal e a adesão ao tratamento odontológico, exigindo uma abordagem individualizada e adaptada. Objetivo: Avaliar, por meio da literatura científica, a influência do déficit cognitivo e funcional na saúde bucal de idosos e sua relevância no planejamento do atendimento odontológico. Método: Foi realizada uma revisão integrativa nas bases PubMed, Scopus e BVS, com os descritores: “ORAL HEALTH”, “ADL”, “ELDERLY”, “COGNITION”. Foram incluídos artigos publicados entre 2015 e 2025, em português ou inglês, com texto completo disponível. Excluíram-se s sem acesso ao texto completo, revisões, teses e dissertações. Dos 68 artigos identificados, 32 eram duplicados. Após triagem, 19 artigos foram incluídos. Resultado: A análise revelou forte associação entre déficits cognitivos e/ou funcionais e a piora da saúde bucal. Idosos com limitações motoras ou cognitivas apresentam maior dependência para higiene bucal, menor frequência de escovação e maior prevalência de doenças bucais. A combinação desses déficits agrava ainda mais o quadro, sendo necessária a atuação conjunta entre dentistas, cuidadores e equipe de saúde. Foi observada, nos estudos, a predominância do uso de entrevistas estruturadas para Atividades de Vida Diária, Atividades Instrumentais de Vida Diária e comorbidades funcionais. Para cognição, destacaram-se o Miniexame do Estado Mental e “Montreal Cognitive Assessment”. Conclusão: O comprometimento cognitivo e/ou motor interfere diretamente na saúde bucal de idosos, tornando essencial a avaliação dessas condições no planejamento odontológico. Estratégias adaptadas e interdisciplinares são fundamentais para um cuidado mais eficaz e individualizado quando os pacientes idosos apresentarem esses comprometimentos.
