Tratamento da Classe II na dentição mista com Xbow - um relato de caso
André REINALDIM, Henrique Kenji TAKARADA, Ricardo MORESCA
Resumo
Introdução: A má oclusão de Classe II, divisão 1, é a mais prevalente na população e pode causar alterações dentárias, esqueléticas e faciais que afetam a estética e a função. O tratamento precoce durante a dentição mista pode otimizar os resultados ortopédicos. Objetivo: Este trabalho tem como objetivo relatar a conduta clínica adotada em um paciente com má oclusão de Classe II, divisão 1, tratado com o aparelho Xbow (Declaro a presença de TCLE assinado). Conduta clínica: Um paciente do sexo masculino, com 10 anos e 4 meses de idade procurou atendimento ortodôntico com o objetivo de corrigir a protrusão dos incisivos superiores. Além da protrusão, foi observado também que ele apresentava retrusão mandibular e interposição do lábio inferior entre os incisivos, associado a um padrão de respiração bucal, principalmente durante o sono, com histórico de sucção de chupeta até os 6 anos de idade. Na análise dentária foi identificada dentição mista (segundo período transitório) com má oclusão de Classe II, divisão 1 de Angle. A correção ortodôntica foi planejada em fase única, mas com dois momentos bem distintos. No primeiro momento foi indicada a expansão rápida da maxila associada à utilização do aparelho Xbow para a correção da Classe II ainda durante a dentição mista. O segundo momento de tratamento consistiu do ajuste final e refinamento da oclusão com os aparelhos fixos. Resultado: Após seis meses de uso do Xbow, observou-se a correção na relação molar para Classe I e redução do trespasse horizontal. O tratamento foi concluído em 26 meses, com boa harmonia facial, relação funcional dos lábios e oclusão mutuamente protegida. Conclusão: A associação do aparelho Xbow ao tratamento ortodôntico fixo foi eficaz na correção da má oclusão de Classe II na dentição mista, promovendo resultados estéticos e funcionais satisfatórios com baixa exigência de colaboração do paciente.
