Revista de Odontologia da UNESP
https://revodontolunesp.com.br/article/69badf8ba953952728406c6a
Revista de Odontologia da UNESP
Resumo de Congresso

Enucleação de cisto dermoide com remoção da glândula sublingual: relato de caso clínico

Daiane RECH, Liogi IWAKI FILHO, Harysson MELO, Rafaella Ferrari PAVONI

Downloads: 0
Views: 29

Resumo

Introdução: O cisto dermoide trata-se de uma má-formação cística de ocorrência incomum na região de cabeça e pescoço. Localizam-se em maior frequência em regiões de linha média. Clinicamente, apresenta-se como uma massa borrachoide, com aspecto de “dedos de luva” após pressão digital, crescimento lento e indolor, além de tumefação sublingual ou “queixo duplo”. Imagiologicamente, apresenta-se como uma massa bem circunscrita, hipodensa e unilocular. O diagnóstico definitivo é obtido por meio do exame histopatológico evidenciando revestimento epitelial com a presença de anexos dérmicos. Objetivo: O objetivo deste trabalho é apresentar um caso clínico com o consentimento livre e esclarecido da paciente em questão. Conduta clínica: Paciente, sexo feminino, 17 anos de idade, compareceu ao pronto socorro do hospital Bom Samaritano em maio de 2024 com histórico de aumento de volume extra e intraoral há 01 ano. No exame extrabucal, notou-se um aumento de volume na região submandibular esquerda, resiliente à palpação. Ao exame físico intrabucal, verificou-se aumento de volume no lado esquerdo do assoalho bucal. O exame tomográfico revelou extensa área hipodensa, bem delimitada, na região lingual esquerda da mandíbula, correspondente a lesão. Foi realizada punção aspirativa extraoral, a qual foi negativa. As hipóteses diagnósticas foram rânula mergulhante e cisto dermoide. Como tratamento, optou-se pelo acesso intrabucal, em âmbito hospitalar, sob anestesia geral, com remoção da glândula salivar sublingual esquerda e do cisto em sua totalidade sendo encaminhado para exame anatomopatológico confirmando o diagnóstico de cisto dermoide. A enucleação é um procedimento que remove a lesão por completo e possui altas taxas de sucesso. A paciente evoluiu sem intercorrências no pósoperatório. Conclusão: Contudo, pode-se concluir que a conduta terapêutica adotada foi adequada e eficaz, através da remoção completa da lesão, demonstrando a importância do acompanhamento pós-operatório, mesmo diante de baixa taxa de recidiva.

Palavras-chave

Diagnóstico; mandíbula; recidiva
69badf8ba953952728406c6a rou Articles
Links & Downloads

Rev. odontol. UNESP

Share this page
Page Sections