Saúde bucal infantil: a percepção dos pais subestima a cárie?
Jadhy Carla Mollo SOUZA, Maria Eugênia Domingueti Rabelo RIBEIRO, Lara Evangelista ORLANDI, Rodrigo RODRIGUES, Gabriel Rodrigo Gomes PESSANHA, Leando Araújo FERNANDES, Daniela Coelho de LIMA, Heloisa de Sousa GOMES
Resumo
Introdução: A cárie dentária é uma das doenças crônicas mais comuns na infância, com impacto direto na qualidade de vida. A percepção dos pais sobre a saúde bucal dos filhos influencia a adoção de práticas preventivas, mas nem sempre reflete a real condição clínica, podendo atrasar o diagnóstico e tratamento adequados. Objetivo: Analisar a percepção dos pais sobre a condição bucal dos filhos e compará-la com a prevalência de cárie observada em exames clínicos realizados na clínica de odontopediatria da Universidade Federal de Alfenas. Método: Estudo aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG) (CAAE: 57180222.6.0000.5142), com 171 binômios criança-responsável. A avaliação clínica foi realizada por cirurgiões- dentistas treinados (kappa=0,82), utilizando o índice CPO-D/ceo-d. A cárie foi classificada em: livre de cárie (0), baixa gravidade (1 a 5 lesões) e alta gravidade (>5). Resultado: A maioria dos responsáveis classificou a saúde bucal como boa (57,9%) e a geral como boa (88,3%). Das crianças avaliadas, 94,2% escovavam os dentes, sendo 77,8% por conta própria. Apesar disso, 62,0% apresentaram cárie, com predomínio de baixa gravidade (52,0%). Conclusão: Houve percepção majoritariamente positiva dos responsáveis quanto à saúde bucal das crianças, apesar da alta prevalência de cárie. Isso evidencia a necessidade de ações educativas contínuas e acompanhamento odontológico regular para controle precoce da doença.
