Revista de Odontologia da UNESP
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Revista de Odontologia da UNESP
Resumo de Congresso

Correção de mordida cruzada anterior em paciente de 1 ano e 11 meses utilizando a técnica de pista direta: relato de caso clínico

Giovana Sayuri TAKAOKA, Maria Eduarda de Almeida PEREIRA, Maria Eduarda Martins SILVA, Maria Laura de Almeida GIANETTI, Mariana Emi NAGATA, Luciana Tiemi Inagaki NOMURA, Gabriela Fleury SEIXAS, Rodrigo Hayashi SAKUMA

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Resumo

Introdução: A prevalência de má oclusão na primeira infância varia de 28,4% a 83,9%, sendo de 46,2% no Brasil. A mordida cruzada anterior, com prevalência de 6,7%, é caracterizada pela inversão do overjet fisiológico entre os incisivos superiores e inferiores. Essa condição pode prejudicar o desenvolvimento do sistema estomatognático, além de afetar fonação, deglutição e qualidade de vida da criança. A técnica de Pistas Diretas Planas (PDP) visa corrigir a posição mandibular e restabelecer a mastigação fisiológica, criando um novo plano oclusal funcional com resina composta. Embora a literatura não apresente casos clínicos tão precoces, o diagnóstico e intervenção precoces são fundamentais. Objetivo: Este trabalho tem como objetivo apresentar um caso clínico de correção de mordida cruzada anterior em uma criança de 1 ano e 11 meses, com o uso de PDP. Conduta clínica: Paciente do sexo feminino, com 1 ano e 6 meses, compareceu a partir de uma queixa da mãe e foi diagnosticada com mordida cruzada anterior esquelética. Considerando a necessidade de tratamento precoce, avaliou-se a colaboração da criança e sendo ela de forma positiva, iniciou-se o tratamento aos 1 ano e 11 meses, com aplicação de PDP nos dentes 51 e 61 (incisivos centrais superiores), e, após duas semanas, nos dentes 52 e 62 (laterais superiores). Por fim, por tratar-se de uma paciente menor de idade, há a presença de TCLE assinado. Resultado: O acompanhamento foi realizado com retornos mensais, e a correção total da mordida cruzada anterior foi observada ao final de três meses. Conclusão: Com base nos resultados obtidos, conclui-se que foi realizado um trabalho efetivo, em uma técnica que é possível ser aplicada em crianças nos primeiros anos de vida, mas também houve colaboração em relação a conduta da paciente, portanto é crucial que o cirurgião dentista tenha um conhecimento prévio da técnica e esteja apto a condicionar a criança a seguir o tratamento.

Palavras-chave

Oclusão dentária; mordida cruzada; odontopediatria
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