Avaliação do nível de conhecimento e método de utilização dos fotoativadores em consultórios odontológicos da região de Araraquara – SP
Fernanda de Freitas MENDES, Cristina Magnani FELÍCIO, Cláudia Regina B. Freitas LOFFREDO
Resumo
Introdução: A odontologia adesiva exige fotoativação adequada dos materiais resinosos para garantir longevidade das restaurações. A luz precisa ter o comprimento de onda ideal para ativar fotoiniciadores como a canforoquinona (470 nm) ou outros, como a lucirina (390–410 nm). Os aparelhos mais utilizados atualmente são os emissores de luz azul (LEDs), especialmente os de 3a geração (Polywave), que emitem luz em múltiplos comprimentos. Fatores como distância da ponteira, bateria fraca e ponteiras danificadas podem comprometer a eficiência da polimerização. Objetivo: O estudo teve como objetivo avaliar o uso de aparelhos fotoativadores por cirurgiões-dentistas de Araraquara e região, observando práticas clínicas, manutenção, biossegurança e conhecimento sobre variáveis que influenciam a técnica de fotoativação. Metodologia: Foram analisadas, até o momento, as respostas de 136 cirurgiões-dentistas, coletadas por meio de questionário online. Os tópicos abordaram o tipo de equipamento utilizado, tempo de uso, frequência de manutenção, cuidados com a ponteira, uso de barreiras, proteção ocular e conhecimento sobre irradiância e características técnicas dos aparelhos. Resultado: Os resultados parciais indicam que a maioria dos dentistas utiliza LEDs sem fio, que foram comprados entre três e dez anos. Apenas 30,9% afirmaram usar aparelhos Polywave, enquanto 47,8% desconhecem o tipo. Mais da metade nunca aferiu a intensidade da luz, e 57,4% não sabem o diâmetro da ponteira. Embora 83,8% usem barreiras protetoras, só 52,2% sempre protegem os olhos. Em restaurações Classe II, 30,1% não aumentam o tempo de exposição. Conclusão: O estudo está evidenciando falhas no conhecimento técnico e na aplicação da técnica de fotoativação. A ausência de aferição da irradiância, a falta de informações sobre o equipamento e a negligência com a biossegurança mostram a necessidade de ações educativas para melhorar a eficácia dos procedimentos restauradores.
