Alterações de cor de resina composta nanoparticulada submetida a diferentes sistemas de acabamento e polimento
iuliana Pegorari SILVA, Greciana Bruzi Brasil PINTO, Amanda Beatriz Dahdah FREITAS
Resumo
Introdução: A resina composta é amplamente utilizada na odontologia por sua estética e versatilidade. O acabamento e polimento são essenciais para a estética, saúde periodontal e durabilidade das restaurações, prevenindo rugosidade, porosidade, perda de brilho e alteração de cor. Objetivo: Avaliar, in vitro, o efeito de diferentes sistemas de polimento na variação de cor de uma resina nanoparticulada exposta a bebidas com potencial corante. Método: Avaliaram-se três fatores: sistema de polimento (sem polimento, Optimize®, Polimax® e Superfix®), bebida (água, café e açaí) e tempo de observação (inicial, 24h, 5, 10 e 15 dias). Corpos de prova foram confeccionados em matriz metálica, armazenados por 48h e polidos conforme o grupo. As amostras foram expostas às bebidas por 15 min/dia a 35 ± 0,5 °C. A variação de cor (ΔE) foi medida por espectrofotômetro VITA Easyshade®, por 3 vezes em cada amostra, usando molde de silicone sobre fundo neutro. Resultado: Os pressupostos de normalidade (Shapiro-Wilk, p2 em ambos já em 24h. Houve diferença entre 24h e 10 dias (p=0,001), e 24h e 15 dias (p=0,025), sendo 10 e 15 dias os de maior variação. Conclusão: O tipo de polimento, a bebida e o tempo influenciaram significativamente a alteração de cor. O café e açaí promoveram mudanças clinicamente perceptíveis já nas primeiras 24 horas. A maior variação de cor foi observada entre 10 e 15 dias, destacando a importância desses fatores na longevidade estética dos materiais restauradores.
