Aplicação de diferentes técnicas no manejo cirúrgico de estruturas exógenas deslocadas para o seio maxilar: revisão de literatura
Joelisa Azenha dos SANTOS, Emanuel Hideki Correia da Silva TAKASU, Karine Franco PRONI, Lívia Arenhardt MONTEIRO, Ana Julia Alves de PAULA, Gabriele Oliveira AMARAL, João Paulo Soares FRANCISCON
Resumo
Introdução: São multifatoriais as causas que levam ao deslocamento de estruturas exógenas para o seio maxilar, sendo a iatrogrenia uma das principais causas citadas pela literatura. Para tanto, embora pequeno, a presença do invasor sinusal está associado ao desenvolvimento de infecções crônicas, sinusites de repetição e alterações morfológicas da mucosa sinusal necessitando de uma intervenção cirúrgica para removê-lo. Objetivo: Apresentar diferentes técnicas utilizadas para a remoção de estruturas exógenas do seio maxilar, com base em uma série de casos clínicos. Método: Foram consultadas as bases de dados PubMed e Google Acadêmico para a seleção de artigos que apresentam relatos de casos clínicos envolvendo a remoção de corpos estranhos deslocados para o seio maxilar. Em cada caso descrito foi empregada uma técnica cirúrgica específica, de acordo com as particularidades clínicas. As principais abordagens incluem: a confecção de janela lateral em uma abordagem modificada, utilizada para expor a parede lateral do seio e possibilitar a remoção de um fragmento dentário; a técnica de Caldwell-Luc modificada, com realização de osteotomia para remoção de uma raiz residual; a abordagem Endoscópica, aplicada na remoção de um implante dentário por meio de acesso transoral assistido por endoscópio; a combinação entre Meatotomia Média Direita e Sinusotomia Maxilar Inferior, empregada para a extração de um dente deslocado para a cavidade sinusal; e, por fim, a técnica Transalveolar, cuja remoção do corpo deslocado foi realizada por meio do próprio alvéolo dentário. Resultado: As técnicas aplicadas nos casos clínicos permitiram a remoção eficaz das estruturas exógenas deslocadas para o seio maxilar, com bom acesso, baixa taxa de complicações e adequada cicatrização. Conclusão: Conclui-se que diferentes técnicas cirúrgicas podem ser eficazes na remoção de estruturas exógenas do seio maxilar, devendo a escolha do método considerar a localização do fragmento, os recursos disponíveis e a experiência do profissional.
