Síndrome de Stevens-Johnson: a importância da Odontologia na UTI
Davi Lorete SANTOS, Brenda Nicole Fernandes NOBRE, Emanuella Nietto André NOVO, Fernanda Ziviani SOUZA, Maria Paula Siqueira de Melo PERES, Priscila Fernandes RIBAS, Renata Cesário Laterza LOPES, Ciliana Rossato HAMZA
Resumo
Introdução: Síndrome de Stevens-Johnson é uma doença causada pela reação de hipersensibilidade mucocutânea grave desencadeada por medicamentos ou infecções. É rara e com alto índice de mortalidade e morbidade em âmbito hospitalar. Objetivo: Apresentar o caso clínico de uma farmacodermia alertando o cirurgião-dentista quanto à responsabilidade da prescrição odontológica e contribuir com plano terapêutico oral diante do paciente com Síndrome StevensJohnson. Conduta clínica: Sexo masculino, 45 anos, internado em UTI com quadro de rash cutâneo pruriginoso e histórico de uma semana de evolução após uso de carbamazepina e fenitoína. Em avaliação odontológica apresentou lesões ulceradas, crostosas e sangrantes à manipulação em mucosa jugal, dorso de língua e lábios. Com a hipótese diagnóstica de farmacodermia, o protocolo estabelecido pela equipe de Odontologia Intensiva Hospitalar foi a realização de fotobiomodulação nas lesões bucais, com laser de baixa potência no espectro vermelho e infravermelho, 4J/cm². Resultado: Após confirmação do diagnóstico de Síndrome de Stevens-Johnson, tratamento sistêmico e acompanhamento odontológico, as lesões em cavidade oral regrediram por completo e, posteriormente, paciente recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva. Conclusão: A farmacodermia pode levar o paciente à hospitalização com piora da qualidade de vida e potencial mortalidade. Portanto, se faz necessário o conhecimento dos medicamentos mais causadores dessa condição no escopo de atuação do cirurgião-dentista, contribuindo para um diagnóstico mais rápido e melhor conduta terapêutica.
