Atendimento odontológico a pacientes autistas: métodos e estratégias de condicionamento e adaptação
Cecilia da Silva RAFAEL, Vitória Caetano CERVANTES, Wesley Fernando FERRARI
Resumo
Introdução: O autismo, também chamado de transtorno do espectro autista (TEA), é uma síndrome comportamental de neurodesenvolvimento. O atendimento odontológico de rotina a pacientes com TEA exige cuidados especiais devido a percepção sensório-motora exacerbada, o que pode desencadear alterações comportamentais durante os procedimentos. Técnicas de manejo comportamental e o uso de fármacos têm mostrado eficiência no atendimento a este grupo de pacientes. É crucial que o método de escolha proporcione uma abordagem humanizada, conforto ao paciente e segurança aos responsáveis. Objetivo: Revisar a literatura a respeito do atendimento odontológico a pacientes com TEA. Método: Foi realizada uma busca nas bases de dados virtuais Scielo e Google Acadêmico pelas palavras chave ‘Transtorno do Espectro Autista’, ‘Assistência Odontológica’ e ‘Sedação consciente’, com publicações no período entre 2016 e 2023. Resultado: Técnicas de condicionamento comportamental como dizer-mostrar-fazer, reforço positivo, distração, dessensibilização, modelagem, método TEACCH e método PECS ajudam a criar um consultório acolhedor. O atendimento lúdico estimula o paciente com TEA à aprendizagem, confiança e contribuição na promoção de saúde bucal e bem-estar. A sedação consciente com o uso de óxido nitroso associado a oxigênio é uma técnica alternativa segura a ser considerada, pois deixa a criança mais calma, tranquila e com níveis reduzidos de medo e ansiedade. Pode ser indicada inclusive quando o paciente não é colaborativo ao atendimento. Conclusão: Para garantir que pacientes com TEA recebam os cuidados necessários sem danos físicos e psicológicos, são necessários conhecimento e adaptação do atendimento. Profissionais e equipes devem elaborar estratégias para um tratamento acessível e menos estressante, evitando-se intervenções invasivas a longo prazo. As técnicas de condicionamento comportamental e sedação consciente auxiliam este objetivo, à medida que reduzem a ansiedade e o desconforto do paciente.