Revista de Odontologia da UNESP
https://revodontolunesp.com.br/article/doi/10.1590/S1807-25772013000200009
Revista de Odontologia da UNESP
Original Article

Prevalence of malocclusion in 7-9-years-old children from Pole 1 of municipal schools in João Pessoa-PB

Prevalência de má oclusão em escolares de 7 a 9 anos de idade do Polo 1 da Rede Municipal de Ensino em João Pessoa-PB

Sousa, Jossaria Pereira de; Sousa, Simone Alves de

Downloads: 1
Views: 466

Abstract

Malocclusion, defined as change in growth and development that affects dental occlusion, is considered a public health problem, because of its high prevalence and negative impact on quality of life. Objective: Assess the prevalence of malocclusion in children 7-9 years old from Pole 1 of the municipal schools in João Pessoa-PB. Material and method: A cross-sectional study was conducted with a probabilistic random sample of 162 schoolchildren of both genders. The following oclusal findings were observed: molar classes, overjet, overbite, anterior open bite, crossbite and crowding. Data were collected by a calibrated examiner (Kappa = 0.93), organized by the SPSS 13.0 and subjected to descriptive analysis and chi-square test, with a significance level of 5%. Result: 89.5% of schoolchildren had some type of malocclusion. 48.1% of the sample were classified as having Class I, 32.1% Class II and 17.9% Class III. The crowding was the most frequent malocclusion (67.3%), followed by increased overjet (48.8%), increased overbite (41.9%), posterior crossbite (11.7%), anterior crossbite (11.7%) and anterior open bite (11.7%). A posterior crossbite was statistically more frequent in males. Class II was associated with increased overjet. Conclusion: This population presented high prevalence of malocclusion, which indicates the need for early intervention, with preventive and educational programs or assistance.

Keywords

Malocclusion, dentition, mixed, epidemiology, oral health.

Resumo

A má oclusão, definida como alteração do crescimento e do desenvolvimento que afeta a oclusão dentária, é considerada um problema de saúde pública, pois apresenta alta prevalência e interfere negativamente na qualidade de vida das pessoas. Objetivo: Avaliar a prevalência de más oclusões em escolares de 7 a 9 anos de idade do Pólo 1 da Rede Municipal de Ensino de João Pessoa-PB. Material e método: Foi realizado um estudo transversal com 162 escolares, selecionados de forma probabilística, de ambos os gêneros. Dentre as características da oclusão, foram observados: relação molar de Angle, sobressaliência, sobremordida, mordida aberta anterior, mordida cruzada e apinhamento. Os dados foram coletados por examinador calibrado (Kappa = 0,93), organizados em programa SPSS 13.0 e submetidos à análise descritiva e ao teste Qui-quadrado, com nível de significância de 5%. Resultado: 89,5% dos escolares apresentaram algum tipo de má oclusão; 48,1% da amostra foi classificada como tendo relação molar de Classe I, 32,1% Classe II e 17,9% Classe III. O apinhamento foi a má oclusão mais frequente (67,3%), seguido da sobressaliência acentuada (48,8%), sobremordida acentuada (41,9%), mordida cruzada posterior (11,7%), mordida cruzada anterior (11,7%) e mordida aberta anterior (11,7%). A mordida cruzada posterior foi estatisticamente mais frequente no gênero masculino e a sobressaliência acentuada apresentou associação com a Classe II de Angle. Conclusão: A população em tela apresentou alta prevalência de alterações oclusais, o que indica a necessidade de intervenção precoce, seja com programas preventivos e educativos, seja com programas de assistência.

Palavras-chave

Má oclusão, dentição mista, epidemiologia, saúde bucal.

References



1. Azeveo MR, Marra EMO, Rocha LPG, Maciel M, Marques MA. Avaliação do perfil de oclusão em crianças da clínica de Odontologia Preventiva e Social da Universidade Federal de Uberlândia: um diagnóstico oportuno, direcionando ações em Saúde Pública. OrtodontiaSPO. 2009 Jan-Mar; 42(1):10-19.

2. Dias PF, Gleiser R. O índice de necessidade de tratamento ortodôntico como um método de avaliação em saúde pública. Dental Press Ortodon Ortoped Facial. 2008 Jan-Fev;13(1):74-81. http://dx.doi.org/10.1590/S1415-54192008000100009

3. Cabral ED, Pessoa AG. Análise de dentição mista – avaliação das tabelas de Moyers em Campina Grande, Paraíba. J Bras Ortodon Ortoped Facial. 2002 Maio-Jun; 7(39):235-7.

4. Zanetti GA, Machado MAAM, Souza SMBS, Balarotti E, Delgado FL. Características da dentadura mista e tipos de padrões faciais em crianças brasileiras. Semina Cienc Biol Saude. 2003 Jan-Dez; 24(1): 67-76.

5. Silva Filho OG, Freitas SF, Cavassan AO. Prevalência de oclusão normal e má oclusão em escolares da cidade de Bauru (São Paulo). Parte I: relação sagital. Rev Odontol Univ São Paulo. 1990 Abr-Jun; 4(2):30-7.

6. Takahashi T, Rino W, Takahashi R, Maria RFT, Dalmagro Filho L. Prevalência da oclusão normal e das más-oclusões em jovens escolares da região de Umuarama. Arq Ciênc Saúde Unipar. 2003 Maio-Ago; 7(2):149-54.

7. Schwertner A, Nouer PRA, Garbui IU, Kuramae M. Prevalência de maloclusão em crianças entre 7 e 11 anos em Foz do Iguaçu, PR. Rev Gaúcha Odontol. 2007 Abr-Jun; 55(2):155-61.

8. Almeida MEC, Vedovello Filho M, Vedovello AS, Lucatto A, Torrezan AT. Prevalência da má oclusão em escolares da rede estadual do município de Manaus, AM – Brasil. Rev Gaúcha Odontol. 2007 Out-Dez; 55(4):389-94.

9. Cavalcanti AL, Bezerra PKM, Alencar CRB, Moura C. Prevalência de maloclusão em escolares de 6 a 12 anos de idade em Campina Grande, PB, Brasil. Pesq Bras Odontoped Clín Integr. 2008 Jan-Abr; 8(1):99-104. http://dx.doi.org/10.4034/1519.0501.2008.0081.0018

10. Almeida-Pedrin RR, Silva EE, Ferreira FPC, Almeida MR. Prevalência das más-oclusões em jovens de seis a 12 anos de idade na cidade de Miranda/MS. OrtodontiaSPO. 2008; 41(4):384-92.

11. Candido IRF, Cysne SS, Santiago BM, Valença ANG. Prevalência de maloclusões em escolares de 6 a 12 anos na cidade de João Pessoa/Paraíba. Rev Bras Cienc Saúde. 2009; 13(2):53-62.

12. Brito DI, Dias PF, Gleiser R. Prevalência de más oclusões em crianças de 9 a 12 anos de idade da cidade de Nova Friburgo (Rio de Janeiro). Dental Press Ortodon Ortoped Facial. 2009 Nov-Dez; 14(6):118-124.

13. Romano FL, Magnani MBBA, Ferreira JTL, Matos DS, Valério RA, Silva RAB, et al. Prevalence of malocclusions in schoolchildren with mixed dentition in the city of Piracicaba, Brazil. Rev Odontol Univ Cid São Paulo. 2012 Maio-Ago; 24(2):96-104.

14. Brasil. Ministério da Saúde. Projeto SB Brasil 2003 – Condições de Saúde Bucal da População Brasileira 2002-2003. Resultados principais. 2004. Disponível em: http://dtr2001.saude.gov.br/editora/produtos/livros/pdf/05_0053_M.pdf

15. Brasil. Ministério da Saúde Projeto SB Brasil 2010. Pesquisa Nacional de Saúde Bucal. Resultados Principais. 2011. Disponível em: http://189.28.128.100/dab/docs/geral/projeto_sb2010_relatorio_final.pdf

16. Organização Mundial da Saúde. Levantamento epidemiológico básico de saúde bucal: manual de instruções. São Paulo: Santos; 1991.

17. Almeida MR, Pereira ALP, Almeida RR, Almeida-Pedrin RR, Silva Filho OG. Prevalência de má oclusão em crianças de 7 a 12 anos de idade. Dental Press J Orthod. 2011 July-Aug; 16(4):123-31. http://dx.doi.org/10.1590/S2176-94512011000400019

18. Dhar V, Jain A, Van Dike TE, Kohli A. Prevalence of gingival deseases, malocclusion and fluorosis in school-going, children rural areas in Udaipur district. J Indian Soc Pedod Prev Dent. 2007 Apr-June; 25(2):103-5. PMid:17660647. http://dx.doi.org/10.4103/0970-4388.33458

19. Perinetti G, Cordella C, Pellegrini F, Esposito P. The Prevalence of malocclusal traits and their correlations in mixed dentition children: results from the Italian OHSAR Survey. Oral Health Prev Dent. 2008 Apr-June; 6(2):119-29. PMid:18637389.

20. Thilander B, Pena L, Infante C, Parada SS, Mayorga C. Prevalence of malocclusion and orthodontic treatment need in children and adolescents in Bogota, Colombia. An epidemiological study related to different stages of dental development. Eur J Orthod. 2001 Apr; 23(2):153-67. PMid:11398553. http://dx.doi.org/10.1093/ejo/23.2.153

21. Michel-Crosato E, Biazevic MG, Crosato E. Relação entre maloclusão e impactos nas atividades diárias: um estudo de base populacional. Rev Odontol UNESP. 2005 Jan-Mar; 34(1):37-42.

22. Karaiskos N, Wiltshire WA, Odlum O, Brothwell D, Hassard TH. Preventive and interceptive orthodontic treatment needs of an inner-city group of 6 and 9-year-old canadian children. J Can Dent Assoc. 2005 Oct; 71(9):649-649e. PMid:16271161.

23. Thausche E, Luck O, Harzer W. Prevalence of malocclusions in the early mixed dentition and orthodontic treatment need. Eur J Orthodont. 2004 June; 26(3):237-44. http://dx.doi.org/10.1093/ejo/26.3.237

24. Danaie SM, Asadi Z, Salehi PN. Distribuiton of malocclusion types in 7-9 years-old Iranian children. East Mediterr Health J. 2006 Jan-Mar; 12(1/2):236-40. PMid:17037244.

25. Alencar CRB, Cavalcanti AL, Bezerra PKM. Perda precoce de dentes decíduos: etiologia, epidemiologia e consequências ortodônticas. Publ. UEPG Cienc Biol Saúde. 2007 Mar-Jun; 13 (1/2):29-37.

26. Thomazine GDPA, Imparato JCP. Prevalência de mordida aberta e mordida cruzada em escolares da rede municipal de Campinas. J Bras Odontopediatr Odontol Bebe. 2000; 3(11):29-37.

27. Keski-Nisula K, Lehto R, Lusa V, Keski-Nisula L, Varrela J. Occurrence of malocclusion and need of orthodontic treatment in early mixed dentition. Am J Orthod Dentofacial Orthop. 2003 Dec; 124(6):631-8. PMid:14666075. http://dx.doi.org/10.1016/j.ajodo.2003.02.001

28. Sidlauskas A, Lopatiene K. The prevalence of malocclusion among 7–15-year-old Lithuanian schoolchildren. Medicina. 2009 Feb; 45(2):147-52.
588019537f8c9d0a098b50cf rou Articles
Links & Downloads

Rev. odontol. UNESP

Share this page
Page Sections