Revista de Odontologia da UNESP
https://revodontolunesp.com.br/article/doi/10.1590/1807-2577.1040
Revista de Odontologia da UNESP
Original Article

Avaliação da liberação de fl úor e da capacidade de recarga em diferentes cimentos de ionômero de vidro

Evaluation of the fl uoride release and ability to recharge in diff erent glass ionomer cements

Pupo, Yasmine Mendes; Bakaus, Thaís; Farago, Paulo Vitor; Ferro, Lea Rosa Chioca; Gomes, Osnara Maria Mongruel; Gomes, João Carlos

Downloads: 1
Views: 1088

Resumo

Objetivo: Avaliar a liberação e a capacidade de recarga de flúor de diferentes cimentos de ionômero de vidro, durante a simulação de desafio cariogênico. Material e método: Foram confeccionados 12 corpos de prova para cada grupo experimental, com cimentos de ionômero de vidro convencionais – Maxxion R (FGM), Ketac Molar EasyMix (3M ESPE); cimento de ionômero de vidro modificado por resina – Vitrebond (3M ESPE), e resina composta, Filtek™ Z350XT (3M ESPE), como controle negativo. Os corpos de prova foram imersos alternadamente em sistema de ciclagem de pH, permanecendo 6 horas na solução de desmineralização e 18 horas na de remineralização, sendo mantidos em estufa a 37°C. Liberação de flúor foi verificada 1, 2, 7 e 14 dias antes e após a recarga com flúor, com eletrodo específico acoplado ao aparelho analisador de pH/fluoretos, calibrado a cada medição com soluções de fluoreto de sódio a 1 e 10 ppm, preparadas com TISAB II. Para leitura, foi adicionado 0,5 mL da amostra a igual volume de TISAB II. Recarga foi realizada com flúor neutro 2% por 4 minutos nas amostras, lavadas e imersas novamente nas soluções do sistema de ciclagem de pH. Os dados foram submetidos à análise de variância e ao teste de Tukey (α=0,05). Resultado: A liberação inicial de fluoreto (μgF/cm2) foi de 45,36; 37,49, e 26,35 para Maxxion R, Vitrebond e Ketac Molar EasyMix, respectivamente. Diferenças estatísticas significativas entre os materiais foram verificadas antes e após a recarga (p=0,001). Após a aplicação tópica de flúor, os cimentos de ionômero de vidro apresentaram capacidade de recarga de flúor. Conclusão: Cimentos de ionômero de vidro avaliados foram capazes de liberar flúor em soluções de ciclagem de pH e podem recarregar flúor através da aplicação tópica.

Palavras-chave

Cimentos de ionômeros de vidro, desmineralização, flúor, fluoreto de sódio.

Abstract

Objective: To evaluated the ability to fluoride release and recharge in the different glass ionomer cements during simulation of cariogenic challenge. Material and method: Twelve samples were made for each experimental group: conventional glass ionomer cements, Maxxion R (FGM), Ketac Molar EasyMix (3M ESPE); resin modified glass ionomer cement, Vitrebond (3M ESPE); and composite resin Filtek™ Z350XT (3M ESPE), negative control. The samples were immersed alternately in pH cycling method, remaining 6 hours in demineralization solution and 18 hours in remineralization solution and maintained at 37 °C. Fluoride release was measured 1, 2, 7, and 14 days before and after recharging with specific electrode coupled to the analyzer apparatus pH/fluoride, each measurement with calibrated solutions of sodium fluoride to 1 and 10 ppm, prepared with TISAB II. For reading was added 0.5 mL of sample to an equal volume of TISAB II. Recharging was made with neutral sodium fluoride to 2% for 4 minutes in the samples, washed and again immersed pH cycling solutions. Data were subjected to two-way ANOVA and Tukey’s post-hoc test (α = 0.05). Result: The initial fluoride release (μgF/cm2) was 45.36 ; 37.49 and 26.35 for Maxxion R, Vitrebond and Ketac Molar EasyMix, respectively. Significant differences between the materials before and after recharging were observed (p=0.001). After topical application of fluoride, both showed ability to recharge. Conclusion: The glass ionomer cements evaluated were capable of releasing fluoride in pH cycling solutions and may recharge through of a topical application.

Keywords

Glass ionomer cements, demineralization, fluorine, sodium fluoride.

References

1. Tenuta LMA, Pascotto RC, Navarro MFL, Francischone CE. Liberação de flúor de quatro cimentos de ionômero de vidro restauradores. Rev Odontol Univ Sao Paulo. 1997; 11(4):249-53. http://dx.doi.org/10.1590/S0103-06631997000400005.

2. Neelakantan P, John S, Anand S, Sureshbabu N, Subbarao C. Fluoride release from a new glass-ionomer cement. Oper Dent. 2011 Jan-Fev;36(1):80-5. http://dx.doi.org/10.2341/10-219-LR. PMid:21488733

3. Dionysopoulos P, Kotsanos N, Pataridou A. Fluoride release and uptake by four new fluoride releasing restorative materials. J Oral Rehabil. 2003 Set;30(9):866-72. http://dx.doi.org/10.1046/j.1365-2842.2003.00993.x. PMid:12950966

4. Featherstone JDB, O’Reilly MM, Shariati M, Brugler S. Enhancement of remineralization in vitro and in vivo. In: Leach SA, editor. Factors relating to demineralisation and remineralisation of the teeth. Oxford: IRL Press; 1986. p. 23-44.

5. Paradella TC. Cimentos de ionômero de vidro na odontologia moderna. Rev Odontol UNESP. 2004 Out-Dez;33(4):157-61.

6. Markovic DL, Petrovic BB, Peric TO. Fluoride content and recharge ability of five glassionomer dental materials. BMC Oral Health. 2008; 8(1):21. http://dx.doi.org/10.1186/1472-6831-8-21. PMid:18655734

7. Christensen G. Glass-ionomer-resin restorations. Clin Res Assoc Newsletter. 1992; 16(3):1-2.

8. McLean JW, Nicholson JW, Wilson AD. Proposed nomenclature for glass-ionomer dental cements and related materials. Quintessence Int. 1994 Set;25(9):587-9. PMid:7568709.

9. Davidson CL. Advances in glass-ionomer cements. J Appl Oral Sci. 2006;14(1 Suppl):3-9. PMid:19089079.

10. Wilson AD. Resin-modified glass-ionomer cements. Int J Prosthodont. 1990 Set-Out;3(5):425-9. PMid:2088379.

11. Ilie N, Hickel R. Mechanical behavior of glass ionomer cements as a function of loading condition and mixing procedure. Dent Mater J. 2007 Jul;26(4):526-33. http://dx.doi.org/10.4012/dmj.26.526. PMid:17886457

12. Bombonatti J, Navarro MFL, Elias ER, Buzalaf MAR, Lauris JRP, Delbem ACB. Liberação de flúor do Vitremer em diferentes proporções pó/líquido, em comparação com dois selantes de fóssulas e fissuras. Rev Ciên Méd Biol. 2003 Jul-Dez;2(2):201-7.

13. Carvalho AS, Cury JA. Fluoride release from some dental materials in different solutions. Oper Dent. 1999 Jan-Fev;24(1):14-9. PMid:10337293.

14. Silva FDSCM, Duarte RM, Sampaio FC. Liberação e recarga de flúor por cimentos de ionômero de vidro. RGO – Rev Gaúcha Odontol. 2010 Out-Dez;58(4):437-43.

15. DeSchepper EJ, Berr EA 3rd, Cailleteau JG, Tate WH. A comparative study of fluoride release from glass-ionomer cements. Quintessence Int. 1991 Mar;22(3):215-9. PMid:2068261.

16. Miller BH, Komatsu H, Nakajima H, Okabe T. Effect of glass ionomer manipulation on early fluoride release. Am J Dent. 1995 Ago;8(4):182-6. PMid:7576384.

17. Verbeeck RM, de Moor RJ, Van Even DF, Martens LC. The short-term fluoride release of a hand-mixed vs. capsulated system of a restorative glass-ionomer cement. J Dent Res. 1993 Mar;72(3):577-81. http://dx.doi.org/10.1177/00220345930720030401. PMid:8450117

18. Pedrini D, Gaetti-Jardim E Jr, Mori GG. Influência da aplicação de flúor sobre a rugosidade superficial do ionômero de vidro Vitremer e adesão microbiana a este material. Pesqui Odontol Bras. 2001 Jan-Mar;15(1):70-6. http://dx.doi.org/10.1590/S1517-74912001000100013. PMid:11705319

588019d17f8c9d0a098b535b rou Articles
Links & Downloads

Rev. odontol. UNESP

Share this page
Page Sections