Revista de Odontologia da UNESP
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Revista de Odontologia da UNESP
Congress Abstract

Influência de protocolos de LED violeta na temperatura pulpar e na viabilidade de células odontoblastóides em cultura 3D

Felipe Sales DE OLIVEIRA, Rafael Antonio de Oliveira RIBEIRO, Victória PERUCHI, Filipe Koon Wu MON, Diana Gabriela SOARES, Josimeri HEBLING, Carlos Alberto DE-SOUZA-COSTA

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Resumo

Introdução: Elevação da temperatura pulpar pode causar de inflamação reversível a necrose. A irradiação fracionada com LED violeta é geralmente segura, mas a aplicação contínua pode elevar significativamente essa temperatura. Objetivo: Este estudo avaliou a eficácia clareadora e o aumento de temperatura no esmalte e na câmara pulpar promovidos pela irradiação contínua ou fracionada com LED (diodo emissor de luz) violeta (15, 30 e 45 min), bem como os possíveis danos indiretos em células odontoblastóides MDPC-23 cultivadas em modelo 3D. Método: Discos de esmalte/ dentina de dentes bovinos (2,3 mm) foram adaptados em câmaras pulpares artificiais. No controle negativo (CN), não houve irradiação, e no controle positivo (CP), aplicou-se gel clareador com 35% de H₂O₂. Após as terapias, avaliaram-se a alteração de cor (ΔE₀₀ e ΔWID; n=8) e a temperatura no esmalte e na câmara pulpar (termopar, n=8). Células MDPC-23 foram cultivadas em arcabouço 3D de colágeno tipo I e avaliadas quanto à viabilidade (AlamarBlue, n=8; Live/Dead, n=4) e ao estresse oxidativo (EOx, n=8). Os dados foram analisados por ANOVA e teste de Tukey (α=5%). Resultado: A irradiação contínua ou fracionada com LED violeta aumentou significativamente a temperatura no esmalte e na câmara pulpar (p < 0,05), independentemente do tempo. Protocolos com maior tempo apresentaram maior alteração de cor (p < 0,05), porém inferior ao controle positivo (p < 0,05). Não houve diferença significativa na viabilidade e estresse oxidativo das células MDPC-23 em comparação ao controle negativo (p > 0,05), enquanto o controle positivo apresentou os maiores valores (p < 0,05). Conclusão: A irradiação com LED violeta elevou a temperatura no esmalte e na câmara pulpar. Os maiores efeitos clareadores observados foram nos protocolos com maior tempo de irradiação. Nenhum dos protocolos com LED causou danos às células MDPC-23.

Palavras-chave

Clareamento dental; toxicidade; polpa dentária
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