Avaliação do índice CPO-D em pacientes portadores do vírus HIV
Julia Rizzatti ANTONIOLLI, Volmir Pitt BENEDETTI
Resumo
Introdução: Pacientes portadores do vírus HIV e sem adequada terapia antirretroviral (TARV), com menores condições socioeconômicas e escolaridade, estão mais susceptíveis a um aumento do índice CPO-D. Objetivo: Avaliar o índice CPO-D em pacientes que convivem com HIV/AIDS na região sudoeste do Paraná. Método: Desenvolvido no Serviço de Atendimento Especializado e Centro de Testagem e Aconselhamento (SAE/CTA) de Francisco Beltrão/PR, acompanhando pacientes infectados pelo vírus HIV e coletando dados epidemiológicos, socioeconômicos, comportamentais, clínicos, amostras de saliva e avaliação da saúde oral no período de 2020 a 2022. Aprovado pelo Conselho de Ética em Pesquisa com Seres Humanos, sob registro CAAE: 22128719.1.1001.0109. Resultado: Com 342 prontuários, 102 têm os dados do índice CPO-D e média de 14,79. Entre esses, 60 apresentaram CPO-D acima da média da região Sul (12,68), cujo, 26,6% não realizam o uso de TARV adequadamente, 68,33% apresentam uma renda inferior ou igual a 2 salários mínimos. Ademais, 53,33% dos participantes não apresentam o Ensino Médio completo; 35% concluíram e 11,66% não apresentavam dados. Conclusão: O alto índice CPO-D de pacientes é influenciado por fatores socioeconômicos e continuidade do TARV.
