Revista de Odontologia da UNESP
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Revista de Odontologia da UNESP
Congress Abstract

Impacto do uso do CPAP na força de mordida em pacientes com apneia obstrutiva do sono

Ana Livia ROSSI, Guilherme Gallo Costa GOMES, Edson Donizetti VERRI, Luciano Maia Alves FERREIRA, Vanessa de Almeida MACHADO, Marcelo PALINKAS, Simone Cecilio Hallak REGALO, Selma SIESSERE

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Resumo

Introdução: A apneia obstrutiva do sono (AOS) representa uma condição respiratória de elevada prevalência, associada a prejuízos significativos na qualidade e na expectativa de vida dos indivíduos acometidos. O tratamento por meio da pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP) apresenta uma relação estreita com o sistema estomatognático, dado que sua eficácia pode ser influenciada por fatores orofaciais. Essa interação é observada na ocorrência de bruxismo do sono durante os episódios de apneia, bem como na necessidade de vedação labial completa durante o uso do aparelho CPAP, condição fundamental para evitar a despressurização da cavidade oral e garantir a funcionalidade do dispositivo. Objetivo: Avaliar a força de mordida em indivíduos diagnosticados com AOS que utilizaram o CPAP por um período mínimo de três meses. Método: O estudo foi conduzido no Laboratório de Eletromiografia “Prof. Dr. Mathias Vitti”, após aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos (CAAE 45122721.2.0000.5419). A amostra foi composta por 12 indivíduos diagnosticados com apneia obstrutiva do sono, sendo 9 do sexo masculino e 3 do sexo feminino. Os participantes foram avaliados antes do início do uso do CPAP e após três meses de utilização contínua do dispositivo. Foi utilizado um dinamômetro digital (IDDK – Kratos), que forneceu leituras precisas e imediatas da força de mordida exercida em ambos os lados. Os dados foram analisados por meio do teste t pareado (p<0,05). Resultado: Os valores encontrados para a força de mordida molar direita, inicial e após 3 meses, foram respectivamente 39,87 (± 25,48) e 41,01 (± 26,17) e para a força de mordida molar esquerda 37,43 (± 24,49) e 38,58 (± 22,81). Conclusão: Embora tenha sido observada uma leve variação nos valores médios da força de mordida após três meses de uso do CPAP, essa diferença não apresentou significância estatística. Esses achados indicam que, dentro do período avaliado, o uso do CPAP não promoveu alterações relevantes na força de mordida dos indivíduos com apneia obstrutiva do sono.

Palavras-chave

Apneia obstrutiva do sono; pressão contínua nas vias aéreas; força de mordida
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