Avaliação volumétrica de matriz dérmica acelular suína em retrações gengivais múltiplas: relato de caso de 6 meses
Edgar Daniel VARGAS-QUIROGA, Rhayssa Tritula BARINI, Marilia Bianchini Lemos REIS, Giovana Fernanda Favero da SILVA, Wanderson Thalles de Souza BRAGA, Bruna S.H. TONIN, Arthur Belem NOVAES JR
Resumo
Introdução: A retração gengival é o deslocamento da margem em direção apical da junção cimento esmalte (JCE). A abordagem cirúrgica associada a matriz dérmica acelular suína (MDAS) constitui uma alternativa de menor morbidade comparada ao uso do enxerto conjuntivo subepitelial. Objetivo: Relatar o ganho volumétrico e a estabilidade dos parâmetros clínicos aos 6 meses de acompanhamnto, após o uso da MDAS associada ao recobrimento radicular. Conduta clínica: Paciente do sexo feminino, 46 anos, sistemicamente saudável, apresentava retrações gengivais múltiplas RT1 de Cairo nos dentes 22, 23, 25 e 26. Foi executado um retalho de avanço coronal conforme a técnica de Zucchelli, associado à MDAS (NovoMatrix®, BioHorizons). O acompanhamento clínico foi realizado aos 7 e 14 dias, e aos 1, 3 e 6 meses. A espessura vestibular foi medida por tomografia computadorizada de feixe cônico e o volume tecidual estimado pela sobreposição de escaneamentos intraorais. O caso foi conduzido sob Termo de Consentimento Livre e Esclarecido assinado. Resultado: Aos seis meses observou-se recobrimento radicular completo em todos os dentes tratados. As retrações vestibulares, inicialmente de 1 mm nos dentes 22, 23 e 25 e de 2 mm no dente 26, reduziram-se a 0 mm. A espessura gengival aumentou de 0,95 para 1,21 mm (dente 22), de 1,23 para 1,43 mm (23), de 1,00 para 1,60 mm (25) e de 0,87 para 1,27 mm (26). A análise tridimensional evidenciou acréscimo volumétrico nas regiões enxertadas, confirmando integração da matriz aos 6 meses pós-operatório. Conclusão: A matriz dérmica acelular suína promoveu aumento da espessura vestibular clínico, volumétrico e tomográfico estável em seis meses. É possível considerar a MDAS uma alternativa previsível e de menor morbidade do que o enxerto conjuntivo para o tratamento de retrações múltiplas classe RT1.
