Ulceração oral com sequestro ósseo: importância da correlação clinicopatológica
Brenda Carolina Pattigno FORERO, Marcelo Borges MARQUES, Débora Fernandes Mendes SILVEIRA, Karina Helen MARTINS, Luana Stefanie Silvino GONÇALVES, Gabriela Esperanza Madariaga POSANTES, Rubens CALIENTO, Jorge Esquiche LEÓN
Resumo
Introdução: As lesões ulcerativas orais são comuns, frequentemente dolorosas, com múltiplas etiologias possíveis. Quando possível, a identificação do fator causal é essencial, para o tratamento adequado. Relevantemente, úlceras traumáticas cicatrizam em até 1-2 semanas após remoção do irritante. Objetivo: Relatar um caso de ulceração oral com sequestro ósseo em paciente usuária de cigarro eletrônico, destacando a importância do diagnóstico precoce e da abordagem terapêutica adequada. Conduta clínica: Paciente do sexo feminino, 39 anos, apresentou úlcera dolorosa e persistente na região da crista milo-hióidea e soalho associada com exposição óssea. Relatava uso frequente de cigarro eletrônico. Iniciou-se tratamento conservador com bochechos de tetraciclina e corticosteroide tópico. Diante da persistência, foi realizada remoção cirúrgica da lesão, com cicatrização completa em quatro semanas. Resultado: A biópsia mostrou ulceração oral e fragmentos de osso necrótico. A paciente foi acompanhada por um ano, sem recorrência. O caso destaca a importância do diagnóstico precoce e da conduta adequada em úlceras orais persistentes, especialmente em pacientes com fatores de risco. Conclusão: A ulceração oral com sequestro ósseo requer diagnóstico precoce e abordagem adequada. O manejo conservador pode ser eficaz, mas a intervenção cirúrgica é essencial em casos refratários, garantindo resolução completa e prevenindo complicações em pacientes com fatores de risco.
