Importância do cirurgião-dentista no diagnóstico da Doença de Sjögren: relato de três casos clínicos
Nadini Spolaore de SOUZA, Déborah Dayely Silveira de OLIVEIRA, Andréia BUFALINO, Elaine Maria Sgavioli MASSUCATO, Rose Mara ORTEGA, Jorge Esquiche LEON, Cláudia Maria NAVARRO
Resumo
Introdução: A Doença de Sjögren é autoimune, crônica, multissistêmica e acomete as glândulas exócrinas, como as salivares e lacrimais, levando à xerostomia e xeroftalmia. Pode afetar órgãos como pulmões, rins, articulações e sistema nervoso periférico. O diagnóstico é desafiador e baseado na combinação de sinais e sintomas, exames laboratoriais (anti-SSA/Ro, anti SSB/La, fator reumatoide, entre outros), testes funcionais (Schirmer e sialometria) e na biópsia de glândula salivar menor, que pode revelar a presença de infiltrado linfocítico focal. A Doença de Sjögren não tem cura e seu tratamento visa melhorar a sintomatologia e evitar complicações, por meio de acompanhamento multidisciplinar que envolve reumatologistas, oftalmologistas e cirurgiões-dentistas, entre outros profissionais. Objetivo: Evidenciar o papel do cirurgião-dentista no diagnóstico da Doença de Sjögren por meio da apresentação de três casos clínicos, comparando suas manifestações clínicas. Conduta clínica: Os três casos foram submetidos a exames laboratoriais, avaliação oftalmológica e biópsia de glândula salivar menor. Resultado: Apesar da variabilidade nos exames laboratoriais, todas as pacientes apresentaram xeroftalmia ao teste de Schirmer. A biópsia de glândula salivar confirmou sialoadenite linfocítica focal em um caso e sialoadenite crônica inespecífica nos demais. Conclusão: A biópsia de glândula salivar é um procedimento odontológico fundamental para o diagnóstico da Doença de Sjögren, além disso, o principal e, quase sempre, sintoma inicial é a xerostomia, o que evidencia o importante papel do cirurgião dentista.
