Revista de Odontologia da UNESP
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Congress Abstract

Efeitos da periodontite experimental materna no estado redox das glândulas parótidas da prole macho de ratas Wistar

Isabel Dourado de OLIVEIRA, Rayara Nogueira de FREITAS, Maria Clara Pacce BISPO, Gladiston William Lobo RODRIGUES, Larissa Victorino SAMPAIO, Renan José BARZOTTI, José Vitor Furuya de LIMA, Antonio Hernandes CHAVES-NETO

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Resumo

Introdução: Pesquisas experimentais demonstraram que a periodontite induzida por ligadura durante a gestação e lactação pode causar alterações neurológicas, resistência à insulina e predisposição a alergias inflamatórias na prole. No entanto, seus efeitos na função das glândulas salivares ainda não foram descritos. Objetivo: Avaliar o estado redox das glândulas parótidas da prole macho de ratas com periodontite materna durante a gestação e lactação. Metodologia: Dezesseis ratas Wistar foram divididas em dois grupos (n = 8): controle (CN) e doença periodontal (DP), induzida por ligadura bilateral no primeiro molar inferior, mantida do pré-acasalamento até o fim da lactação. Após o desmame (21 dias), as ninhadas foram distribuídas em dois grupos: prole macho de ratas-controle (CNPM) e prole macho de ratas com doença periodontal (DPPM) (n = 16/grupo). Aos 40 dias de idade, as glândulas parótidas foram excisadas para análise da capacidade oxidante total, peroxidação lipídica (TBARS), proteína carbonilada, capacidade antioxidante total, ácido úrico, glutationa reduzida (GSH), superóxido dismutase (SOD), catalase (CAT) e glutationa peroxidase (GPX) (CEUA FOA/UNESP nº 1054-2023). Dados paramétricos foram analisados pelo teste t de Student e os não paramétricos, pelo teste de Mann-Whitney (p < 0,05). Resultado: As glândulas parótidas da prole não apresentaram diferenças significativas na capacidade oxidante total, nas concentrações de TBARS e de proteína carbonilada entre os grupos. De modo semelhante, as defesas antioxidantes não enzimáticas, capacidade antioxidante total e ácido úrico, mantiveram-se inalteradas, enquanto a concentração de GSH reduziu no grupo DPPM (p < 0,05). As atividades enzimáticas de SOD, CAT e GPX também não diferiram entre os grupos. Conclusão: Embora a periodontite materna não tenha alterado de forma significativa o estado redox das glândulas parótidas da prole, a redução da GSH pode comprometer a homeostase glandular ao longo do desenvolvimento, aumentando o risco de disfunções futuras.

Palavras-chave

Glândulas parótidas; periodontite; gravidez
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