Impacto regional do programa de assistência odontológica a pacientes de transplantes da Faculdade de Odontologia da UFMG
Isabelle Versiani DUARTE, Giselly Santos da SILVA, Diego Guimarães Marotta CAMPOS, Isabella Figueiredo Assis MACEDO, Elen Marise Castro de OLIVEIRA, Daniel José Braga DUTRA, Marcos Daniel Septimio LANZA, Alex Junio Silva da CRUZ, Silvia Cristina Silva MARTINS, Ricardo Rodrigues VAZ, Suellen da Rocha MENDES, Mauro Henrique Nogueira Guimarães de ABREU
Resumo
Introdução: Minas Gerais tem registrado um aumento no número de transplantes de órgãos e tecidos. Em Belo Horizonte, a Faculdade de Odontologia da UFMG oferece o Programa de Assistência Odontológica a Pacientes de Transplantes (PAOPT), que presta atendimento odontológico integral a pacientes com indicação de transplantes ou transplantados de medula óssea (TMO), fígado (TF), rins (TR) e coração (TC), contribuindo para um menor risco de complicações. Os usuários são encaminhados pelo Hospital das Clínicas da UFMG e pela Santa Casa. Objetivo: Avaliar o alcance regional do PAOPT em função do tipo de transplante e da fase de intervenção. Método: Foram verificados os registros de domicílio a partir do banco de dados do Programa, no período de 2002 a 2024, do tipo de transplante e da fase pré- ou pós-transplante. Os dados foram analisados por estatística descritiva e teste qui-quadrado (P>0,05). Resultado: Um total de 1089 pacientes foram atendidos no período, sendo 434 (39,9%) residentes em Belo Horizonte, 330 (30,3%) residentes em outras cidades da região metropolitana de Belo Horizonte, 319 (29,3%) residentes em outros municípios de Minas Gerais, e 6 (0,6%) residentes em cidades de outros estados, sendo três na Bahia, uma no Espírito Santo, e outra em Goiás. Entre os pacientes de TMO, a frequência de usuários de cidades fora da região metropolitana foi significativamente mais alta: 38,5% de cidades mineiras e todos os usuários de outros estados (0,9%), enquanto os usuários de TF, TR e TC residiam predominantemente na região metropolitana (p<0,001). Houve associação significativa do domicílio com a fase do transplante, uma vez que todos os usuários de outros estados encontravamse na fase pós-transplante (p=0,007). Entretanto, excluindo-se este grupo, não houve dependência entre estas variáveis. Conclusão: O PAOPT apresentou alcance significativo no estado de Minas Gerais, principalmente na região metropolitana de Belo Horizonte. Os pacientes de TMO foram os que apresentaram maior necessidade de deslocamento para tratamento.
