Tratamento restaurador de trauma dentário em paciente pediátrico: relato de caso
Emily Yuri NAKASHIMA, Tatiane GARCIA, Gabriela Fleury SEIXAS, Márcio Grama HOEPPNER, Fernanda Tramontin AGUIAR
Resumo
Introdução: Lesões dentárias traumáticas são injúrias por impacto que afetam o dente e suas estruturas de suporte, associadas a quedas, acidentes e colisões. Sua prevalência global é de 22,7% em dentes decíduos e 15,2% em dentes permanentes. Essas lesões apresentam diferentes níveis de gravidade e requerem diagnóstico preciso para evitar complicações. Objetivo: Relatar um caso de trauma dentário sofrido por um paciente pediátrico, manejado por meio de um tratamento restaurador conservador, utilizando resina composta e guia de silicone, visando preservar a vitalidade pulpar e devolver função e estética. Conduta clínica: Paciente sexo masculino, 9 anos, compareceu ao pronto socorro após trauma por acidente de bicicleta. Apresentou fratura oblíqua em direção apical na face palatina do dente 11 e classe IV em esmalte e dentina no dente 21, ambos sem envolvimento pulpar. No dente 11 foi realizada a remoção do fragmento remanescente e gengivectomia em palato, possibilitando o tratamento restaurador. Posteriormente, fez-se o levantamento de margem na face palatina utilizando resina composta; moldagem parcial com silicone de condensação para obtenção do modelo em gesso para enceramento e confecção do guia de silicone. Em seguida, foi realizada restauração classe IV em resina composta nos dentes 11 e 21. Resultado: A técnica com guia de silicone proporcionou contorno anatômico preciso e adaptação marginal adequada, otimizando o tempo clínico e a previsibilidade do resultado restaurador. A vitalidade pulpar foi preservada, sem necessidade de tratamento endodôntico. Conclusão: Assim, ao realizar uma reconstrução em resina composta, sem uso de pinos intrarradiculares, em um dente sem comprometimento pulpar, preservase a vitalidade pulpar do mesmo, evitando o tratamento endodôntico invasivo, proporcionando uma abordagem conservadora e de custo reduzido. Ainda, ao preservar os substratos dentários, tem-se a possibilidade de reparo longitudinal, tratando-se de um paciente pediátrico.
