Manifestação de mancha intrÃnseca na dentição decÃdua como consequência de alteração hepática: relato de caso
Raquel Borges Amancio de LIMA, Alberto Carlos Botazzo DELBEM, Jéssica Silva SANTANA, Lucas Fernando Oliveira Tomáz FERRARESSO, Leonardo Antônio de MORAIS, Caio SAMPAIO, Juliano Pelim PESSAN, Thayse Yumi HOSIDA
Resumo
Introdução: Alterações hepáticas no recém-nascido, como a colestase, podem levar a complicações sistêmicas. Esta condição consiste em uma alteração na secreção ou transporte da bile do fÃgado para o duodeno. Bebês prematuros têm maior possibilidade de desenvolver esta enfermidade, visto a sua imaturidade hepática. Como consequência, o bebê pode desenvolver hiperbilirrubinemia, condição que pode levar à descoloração dos dentes decÃduos. Objetivo: Relatar um caso de mancha dentária intrÃnseca devido à alteração hepática. Conduta clÃnica: O termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE) foi assinado pelos responsáveis legais. Bebê de 10 meses, sexo masculino, foi encaminhado à Faculdade de Odontologia de Araçatuba para avaliação do freio lingual alterado. Durante anamnese, foi relatado que o bebê havia nascido prematuro, apresentando insuficiência respiratória e perfuração gástrica, necessitando de intervenção cirúrgica nas primeiras 24 horas de vida e subsequente internação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por 1 mês. Além disso, o paciente apresentava atraso de desenvolvimento motor, deficiência de G6PD e doença de depósito lisossômico. Após avaliação inicial e cirurgia de frenotomia, o paciente foi inserido no programa de prevenção da Bebê ClÃnica da universidade. No retorno, após a erupção dos dentes incisivos, notou se que a coloração apresentava-se esverdeada. Correlacionando seu histórico clÃnico e os relatos da mãe, ainda não há confirmação da alteração hepática, porém, segundo estudos da literatura, indicam que a alteração encontrada em boca decorre de uma alteração sistêmica na secreção da bilirrubina. A conduta adotada foi orientação dietética, instrução de higiene, aplicação de verniz fluoretado e proservação do caso. Conclusão: É de extrema importância fazer uma boa anamnese para que os achados clÃnicos bucais possam ser investigados e diagnosticados com assertividade.
