Análise tomográfica de seios maxilares enxertados com diferentes tipos de osso bovino desproteinizado
Larissa Silva Kennedy ROLDÃO, Fillipe Pontes de SOUZA, Larissa Rodrigues SANTIAGO, Muryel Pereira Ferreira GOMES, Túlio Bonna PIGNATON, Elcio MARCANTONIO JÚNIOR, Pedro Gomes Junqueira MENDES, Guilherme José Pimentel Lopes de OLIVEIRA
Resumo
Introdução: A pneumatização do seio maxilar após a perda dentária representa um desafio relevante para a reabilitação oral, pois reduz o volume ósseo disponível para a futura instalação de implantes. A técnica de elevação do seio maxilar é amplamente utilizada para corrigir essa deficiência, sendo que o tipo de substituto ósseo empregado influencia diretamente nos resultados clínicos. O osso bovino desproteinizado (OBD) vem se destacando por ser biocompatível, osteocondutor, apresentar baixa taxa de reabsorção e estrutura semelhante ao osso humano. No entanto, diferentes métodos de processamento térmico podem afetar sua capacidade regenerativa. Objetivo: Este estudo teve como objetivo comparar, por meio de avaliação tomográfica, a quantidade de osso neoformado em seios maxilares enxertados com dois tipos de OBD: Bio-Oss® e Cerabone®. Método: Trata-se de um estudo caso-controle com 24 pacientes submetidos à cirurgia de levantamento do seio maxilar, sendo doze enxertados com cada biomaterial. Tomografias computadorizadas foram realizadas antes da cirurgia e entre 4 e 6 meses após o procedimento, no momento prévio à instalação dos implantes. As imagens tomográficas foram analisadas quanto aos ganhos lineares e volumétricos nas áreas enxertadas. Resultado: Ambos os grupos apresentaram aumento significativo do volume ósseo, sem diferenças estatisticamente relevantes entre eles. Conclusão: Conclui-se que os dois materiais apresentaram desempenho semelhante na regeneração óssea de seios maxilares.
