Presença de mastócitos em lesões periapicais: uma revisão sistemática
Samuel Campos SOUSA, Amanda Costa TRONCHA, Caio SAMPAIO, Mariane Maffei AZUMA, Lucianne Cople MAIA, Tatiana Kelly da Silva FIDALGO, Luciano Tavares Angelo CINTRA, Juliano Pelin PESSAN
Resumo
Introdução: Lesões periapicais, como granulomas e cistos radiculares, envolvem intensa resposta imune, com participação de diversas células inflamatórias, incluindo os mastócitos. Esses desempenham papel relevante na imunidade podendo atuar tanto na defesa contra infecções quanto na modulação inflamatória. Estudos mostram maior presença de mastócitos em cistos periapicais, sugerindo seu envolvimento na expansão e manutenção dessas lesões. Objetivo: Esta revisão sistemática teve como objetivo avaliar a diferença na contagem de mastócitos entre granulomas periapicais e cistos radiculares contando com o número PROSPERO CRD42015027661. Método: O estudo foi conduzido seguindo a estratégia PECO, segundo a qual: P = indivíduos com lesões periapicais, E = presença de cistos radiculares, C = presença de granulomas periapicais, O = quantidades de mastócitos. Resultado: A busca foi realizada nas bases de dados PubMed, Scopus, Web of Science, Cochrane, LILACS, EMBASE e na literatura cinzenta, abrangendo estudos observacionais. Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, 15 artigos foram selecionados para compor a amostra final. O risco de viés dos estudos foi avaliado de acordo com o qualificador de Fowkes & Fulton. Observou-se prevalência média de mastócitos entre 4,34% e 60% nos granulomas periapicais e de 8,23% e 73% nos cistos radiculares. Além disso, em números absolutos, as quantidades de mastócitos variaram entre 0,83 e 59,32 nos granulomas periapicais e de 1,17 a 67,13 nos cistos radiculares. Dez estudos foram classificados como de alto risco de viés, enquanto cinco apresentaram baixo risco. Conclusão: Os achados mostraram resultados conflitantes sobre a quantidade de mastócitos nas diferentes lesões periapicais, reforçando a necessidade de estudos futuros com melhor metodologia para esclarecer sua quantificação e papel nas lesões periapicais crônicas.
