Desafio na estabilidade de cor de resinas odontológicas: avaliação da incorporação do Resveratrol
Débora Brandão BARBOSA, Nádia Rezende Barbosa RAPOSO, Molise Rodrigues FAGUNDES, Roberta Passos do Espirito SANTO e Gisele Maria Campos FABRI
Resumo
Introdução: A procura por um sorriso harmonioso e branco é, cada vez mais, uma prioridade dos pacientes e dentistas. Devido a essa demanda, os fabricantes procuram aprimorar constantemente as resinas, visando a excelência e propriedades mecânicas. Objetivo: O presente estudo avaliou a influência de diferentes bebidas na estabilidade de cor de uma resina modificada contendo resveratrol e comparou com resina composta nanohíbrida comercialmente disponível. Método: Foram produzidos 35 corpos de prova com a resina modificada e com a comercialmente disponível. Os 35 corpos de prova de cada resina foram divididos em 7 grupos (n=5/bebida). Utilizou-se 20 mL de cada solução de interesse para cobri-los (água destilada, solução de café, isotônicos limão e tutti frutti, chá de hibisco, refrigerante de laranja e suco de açaí). A avaliação da cor de cada espécime foi realizada de acordo com a International Organization for Standardization 7491: 2000, por espectrofotometria de refletância. Após a fotoativação inicial e mensuração, os espécimes foram mantidos submersos nas soluções de interesse, e mensuradas nos tempos 7 e 28 dias. A análise estatística utilizada foi o teste t de Student, a análise de variância (ANOVA), seguido de teste post hoc de Tukey. O nível de significância adotado foi de 5%. Para a definição de manchamento das resinas empregadas, utilizou-se o escore National Bureau of Standards, com aceitação clínica da cor calculada pelo ΔE, no qual valor ≤ 3,3 é considerado clinicamente aceitável. Resultado: Em relação a luminosidade, a resina modificada apresentou semelhança em relação resina comercial. Em relação as bebidas, as que propiciaram maior manchamento, em ambas as resinas, foram a solução de café, chá de hibisco e suco de açaí. Além disso, a resina experimental demonstrou ser clinicamente aceitável em água destilada e em refrigerante de laranja. Conclusão: A resina experimental apresentou características vantajosas de estabilidade de cor, sendo assim, mais uma opção para utilização odontológica.
