Revista de Odontologia da UNESP
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Congress Abstract

Correção de severa deficiência vertical de maxila com cirurgia ortognática

Milena Gomes Melo LEITE, Ana Paula Kislhak Ferreira da SILVA, Eduardo HOCHULI VIEIRA, Marcelo Silva MONNAZZI

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Resumo

Introdução: A deficiência maxilar vertical é uma deformidade dentofacial relativamente rara e de complexa correção. O reposicionamento inferior da maxila é frequentemente o procedimento cirúrgico de escolha para essa deformidade, mas envolve um desafio terapêutico devido à instabilidade maxilar do movimento cirúrgico. Objetivo: O objetivo deste trabalho é relatar um caso clínico de severa deficiência maxilar vertical corrigido com reposicionamento inferior da maxila associado a enxerto autógeno. O termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE) informado e por escrito foi obtido da paciente. Conduta clínica: Paciente T.M.S.F, sexo feminino, 42 anos de idade, referenciada ao serviço de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial da UNESP/FOAr, para avaliação de deformidade dentofacial. Em exame físico, apresentava perfil facial côncavo padrão III com terço inferior da face curto, comprimento labial superior reduzido, exposição negativa de 6mm dos incisivos superiores centrais em repouso associada mordida aberta anterior e cant maxilar. Após os exames clínicos e radiográficos, o diagnóstico foi compatível com uma deficiência vertical de maxila. Paciente realizou preparo ortodôntico pré-cirúrgico e foi submetida à cirurgia ortognática monomaxilar com reposicionamento inferior de maxila de 8.5mm com rotação horária e correção de cant. No trans-operatório, foi realizado a osteotomia tipo Le Fort I e enxertado bloco de crista ilíaca autógeno para reduzir instabilidade do movimento, com fixação de 4 placas em L de 2.0mm. Resultado: Paciente encontra-se em pós-operatório de 1 ano, com perfil facial padrão I, harmonia dos terços da face e oclusão classe I de Angle, em ajustes finais de tratamento ortodôntico. Conclusão: O reposicionamento inferior da maxila associado ao enxerto autógeno de crista ilíaca mostrou-se uma abordagem eficaz e estável para correção da deficiência vertical maxilar severa, promovendo resultados funcionais e estéticos satisfatórios e duradouros.

Palavras-chave

Cirurgia ortognática; enxerto ósseo; qualidade de vida
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