Percepção sobre saúde bucal entre gestantes de uma maternidade pública de direito privado e variáveis associadas
Caroline Meronha de LIMA, Letícia Santos Alves de MELO, Mayra SANMIGUEL, Caroline Correa de OLIVEIRA, Marília Narducci PESSOA, Vanessa PARDI, Elaine Pereira da Silva TAGLIAFERRO
Resumo
Introdução/ Objetivo: Estudo transversal que teve como objetivo avaliar a percepção sobre saúde bucal entre gestantes e variáveis associada Material e método: Um questionário semiestruturado e autoaplicável foi preenchido por gestantes (n=282) no terceiro trimestre de gestação que passavam em consulta em uma maternidade pública de direito privado, situada na região central do estado de São Paulo. As variáveis estudadas foram sociodemográficas, familiares, morbidade bucal referida, conhecimento sobre saúde bucal atual e anterior à gestação, autopercepção, crenças odontológicas relacionadas a gestação e importância do pré-natal odontológico. Os dados foram analisados por análises de regressão logística múltipla, tendo como variável desfecho o “A autoavaliação das gestantes sobre a sua saúde bucal está relacionada às características sociodemográficas, da gestação e da percepção sobre a saúde bucal?’’ e adotando o nível de significância de 5%, para estimar a associação entre as variáveis independentes e o desfecho. Resultado:41,2% das gestantes avaliaram a sua saúde bucal com regular, ruim ou muito ruim, sendo que 28,0% das gestantes tiveram dor de dente nos últimos seis meses. Gestantes com menor nível de escolaridade (OR=2,77; IC95%: 1,10–6,98), que relataram uma pior percepção da saúde bucal antes da gestação (OR=11,13; IC95%: 4,42–28,04) e que acreditam necessitar de tratamento odontológico no momento (OR=5,78; IC95%: 2,40–13,93) apresentaram maior chance de avaliarem negativamente sua saúde bucal atual (p<0,05). Conclusão: O estudo identificou que a percepção negativa da saúde bucal durante a gestação tem associação significativa à baixa escolaridade, histórico prévio desfavorável e percepção de necessidade de tratamento. Reforça-se a importância de ações educativas e ampliação do acesso ao cuidado odontológico no pré-natal.
