Revista de Odontologia da UNESP
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Revista de Odontologia da UNESP
Congress Abstract

Associação entre terapias conservadoras e farmacológicas no manejo da disfunção temporomandibular: um estudo longitudinal prospectivo

Lara Kramer Chiomark MALAQUIAS, Ariadne Juliany Goulart de ASSIS, Camila Freire BRANT, Letícia da Costa SIQUEIRA, Guilherme Ferreira BENTO, Suzane Cristina PIGOSSI, Raphael Cavalcante COSTA, Daniel Augusto de Faria ALMEIDA

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Resumo

Introdução: A disfunção temporomandibular (DTM) apresenta etiologia multifatorial e requer abordagens terapêuticas integradas. Objetivo: Avaliar a eficácia de diferentes combinações de tratamentos conservadores no manejo da DTM, considerando o uso concomitante e autodeclarado de medicamentos. Método: Com base nos Critérios Diagnósticos para Disfunções Temporomandibulares (DC/TMD), a amostra foi composta por 169 participantes, sendo 134 mulheres e 35 homens, com idade média de 32,71 ± 11,98 anos. Os participantes foram randomizados em cinco grupos de intervenção não farmacológica: dispositivo oclusal (n = 34), laserterapia (n = 32), dispositivo + laser (n = 33), laser + acupuntura (n = 34) e dispositivo + acupuntura (n = 36). O uso de medicamentos foi autodeclarado, conforme a necessidade percebida pelos participantes, sem interferência experimental. O acompanhamento ocorreu em seis momentos: baseline, 1, 2, 3, 4 e 12 semanas. Resultado: Os analgésicos foram a classe medicamentosa mais utilizada, especialmente na 3ª e 12ª semanas (p < 0,05), seguidos por anti-inflamatórios, relaxantes musculares e opióides. A cefaleia foi a principal queixa associada ao uso de medicamentos, independentemente do período de avaliação (p < 0,05) e da terapia administrada (p < 0,05). Dentre as terapias conservadoras, os participantes que utilizaram dispositivo oclusal e laser apresentaram menor consumo de medicamentos, independentemente da classe (p < 0,05), com destaque para a 12ª semana (p < 0,05). Conclusão: As terapias conservadoras, como dispositivo oclusal e laserterapia, reduziram o consumo de medicamentos em pacientes com DTM, sugerindo que essas abordagens podem diminuir a dependência medicamentosa ao melhorar os sintomas de forma mais sustentável.

Palavras-chave

Síndrome da disfunção da articulação temporomandibular; uso de medicamentos; terapêutica.
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