Desafios e estratégias na implementação de próteses bucomaxilofaciais para pacientes oncológicos após intervenção cirúrgica
Échelly Lorrany Alves de OLIVEIRA, Fabrício Campos MACHADO, Thiago Amorim de CARVALHO
Resumo
Introdução: O câncer de cabeça e pescoço ocupa a sétima posição entre as neoplasias mais frequentes no mundo. Considerando sua rápida evolução, o acometimento estético e funcional torna-se inevitável. Neste contexto, considerando a alta taxa de mortalidade, após o estadiamento do tumor realiza-se a eleição terapêutica. Em casos de intervenção cirúrgica o emprego de próteses maxilofaciais é uma opção reabilitadora eficiente no reestabelecimento funcional e estético. Objetivo: Identificar os desafios, benefícios e estratégias para implementação de próteses bucomaxilofaciais na reabilitação de pacientes oncológicos submetidos a excisão cirúrgica de neoplasias do complexo bucomaxilofacial. Método: O trabalho em questão foi realizado a partir de busca por termos específicos como “oral and maxillofacial masks”, “facial prosthetics”, “facial rehabilitation”, nas bases de dados PubMed, SciELO e LILACS. Resultado: As próteses maxilofaciais representam um campo especializado da reabilitação atuando em deformidades que acometem a face. Tratase de dispositivos confeccionados através de materiais e técnicas selecionadas individualmente, a partir da capacidade de adaptação a estruturas faciais. Sua implementação favorece a reinserção social e retoma a qualidade de vida dos indivíduos acometidos. Considerando a complexidade do tratamento é fundamental que o paciente seja assistido por uma equipe multiprofissional, a qual além de um cirurgião dentista com experiência hospitalar deve conter preferencialmente um protesista bucomaxilofacial. Conclusão: Apesar de haver uma demanda restrita em centros específicos, a prótese bucomaxilofacial deve ser mais disseminada, especialmente entre a classe odontológica haja vista que se trata de uma especialidade odontológica pouco conhecida, fator que limita sua indicação. Ademais novos estudos devem ser realizados para obtenção de dados científicos que comprovem a eficácia de seu uso a longo prazo.
