Avaliação do reparo ósseo em seios maxilares enxertados com osso bovino e tratados com proteínas do esmalte dentário
Iza Ranne Gomes REIS, Nathália Silva BEREGENO, João Vitor GOULART, Guilherme José Pimentel Lopes de OLIVEIRA
Resumo
Introdução: Os biomateriais como o osso bovino desproteinizado e as proteínas da matriz do esmalte vêm sendo investigados por seu potencial osteorregenerativo. Objetivo: Esse estudo teve como objetivo avaliar o reparo e o volume de osso neoformado em seios maxilares enxertados com osso bovino desproteinizado (DBB), associado ou não a proteínas derivadas da matriz do esmalte (EMD) por meio de análise tomográfica. Material e método: Após aprovação no comitê de ética (CAAE: 73146223.8.0000.5152), 10 pacientes foram selecionados e distribuídos aleatoriamente em dois grupos: Grupo DBB: Seio maxilares enxertados com osso bovino desproteinizado e Grupo DBB/ EMD: Seios maxilares enxertados com a associação de osso bovino desproteinizado e EMD. Todos foram submetidos à elevação do seio maxilar com os respectivos substitutos de tecido ósseo, seguido por um período de espera de 4 meses. As tomografias foram realizadas no pré-operatório (Baseline) e após 4 meses do procedimento cirúrgico. Foram efetuadas análises tomográficas para mensuração da quantidade de osso neoformado nas áreas enxertadas de forma linear e volumétrica. Os dados obtidos foram comparados entre os grupos por meio do teste t-não pareado que foi aplicado ao nível confiança de 95%. Resultado: Em relação ao comprimento linear, foi observado no período baseline que o grupo DBB apresentou 2,68 ± 1,36mm e o grupo DBB/EMD apresentou 3,19 ± 0,38mm. Após 4 meses foi observado um comprimento linear no grupo DBB de 13,18 ± 2,83mm e no grupo DBB/ EMD de 10,74 ± 1,55mm. Em relação ao volume de tecidos mineralizados, foi observado no período baseline que o grupo DBB apresentou 21,76 ± 7,19mm3 e o grupo DBB/EMD apresentou 21,29 ± 8,63mm3. Após 4 meses verificou-se um volume de tecidos mineralizados no grupo DBB de 136,2 ± 17,63mm3 e no grupo DBB/EMD de 146,5 ± 35,40mm3. Conclusão: Não foi observado diferença estatística relevante entre os grupos avaliados. Conclui-se que as EMD não tiveram influência na formação de tecidos mineralizados nas áreas enxertadas com osso bovino desproteinizado.
