Abordagens minimamente invasivas em cirurgias periodontais regenerativas para defeitos infraósseos: revisão integrativa
Eunice Caroline Barbalho DIAS, Breno Cruz MARTINS, Laisa Medeiros Aguiar de MELO, Euler Maciel DANTAS
Resumo
Introdução: Os defeitos infraósseos periodontais representam um desafio terapêutico significativo. Nos últimos anos, técnicas cirúrgicas menos invasivas têm sido desenvolvidas para promover regeneração periodontal eficaz com menor morbidade, destacando-se pelos benefícios clínicos e pósoperatórios. Objetivo: Avaliar, por meio de revisão de literatura, a eficácia clínica das abordagens cirúrgicas minimamente invasivas no tratamento de defeitos infraósseos periodontais, com ou sem a associação de materiais regenerativos. Método: Foi realizada uma revisão de literatura baseada em ensaios clínicos randomizados controlados publicados entre 2021 e 2025, nos idiomas inglês, espanhol e português, com texto completo disponível. Utilizou-se a estratégia de busca combinando descritores relacionados à cirurgia periodontal regenerativa, defeitos infraósseos, abordagens minimamente invasivas e tipo de estudo. As bases de dados consultadas foram PubMed, LILACS, Scopus e ScienceDirect. Após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, foram selecionados 11 estudos. Resultado: Os estudos analisados demonstraram que técnicas minimamente invasivas proporcionaram ganhos consistentes de inserção clínica, redução da profundidade de sondagem e melhora radiográfica. Na maioria dos estudos, a associação com materiais regenerativos não apresentou diferença estatisticamente significativa quando comparada ao uso isolado da técnica. Benefícios pontuais foram observados em alguns casos, como maior ganho de volume ósseo e fechamento de bolsas periodontais. Também foram relatadas vantagens operacionais, melhor cicatrização precoce e menor desconforto pós- operatório. Conclusão: As técnicas avaliadas mostraram-se eficazes e seguras no tratamento de defeitos infraósseos periodontais, oferecendo resultados previsíveis com menor impacto negativo ao paciente. Contudo, há necessidade de estudos mais robustos para confirmar os benefícios adicionais dos materiais regenerativos adjuntos.
