Avaliação cefalométrica da estabilidade em longo prazo do tratamento da classe II com o aparelho Forsus
Beatriz Vergilio BONASSA, Heloisa Nelson CAVALCANTI, Luciana Lais Savero REIS, José Fernando Castanha HENRIQUES, Marília Afonso Rabelo BUZALAF, Ana Cláudia de Castro Ferreira CONTI, Daniela GARIB, Silvio Augusto BELLINI-PEREIRA
Resumo
Introdução: O uso combinado de dispositivos ortopédicos e ortodônticos fixos tem se mostrado eficiente na correção da má oclusão de Classe II, especialmente durante o crescimento. Entre esses recursos, destaca- se o Forsus Fatigue Resistant Device (FRD), um aparelho funcional fixo e semirrígido amplamente utilizado no tratamento da Classe II, divisão 1, com eficácia já comprovada. No entanto, ainda são limitadas as evidências sobre a manutenção dos resultados obtidos com o dispositivo ao longo dos anos. Objetivo: Esse estudo retrospectivo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Odontologia de Bauru (CAAE: 71652217.1.0000.5417), e teve como foco analisar a estabilidade das alterações dentoalveolares e esqueléticas após a utilização do Forsus em associação com aparelho fixo. Método: A amostra foi composta por dois grupos: um grupo experimental com 14 pacientes avaliados em três momentos (antes do tratamento - T1, após o tratamento - T2, e cinco anos depois - T3) e um grupo controle formado por 14 indivíduos com oclusão normal. As comparações intragrupo dos pacientes tratados com Forsus foram feitas por meio de Análise de Variância (ANOVA) e teste de Tukey, enquanto as comparações intergrupos (diferença T3-T2) utilizaram o teste t. Resultado: Os resultados mostraram alterações dentoesqueléticas favoráveis para o tratamento da Classe II no grupo que recebeu tratamento. No entanto, ao longo do acompanhamento, o grupo controle apresentou maior crescimento no comprimento mandibular. Também se observou protrusão dos incisivos superiores no grupo tratado, enquanto no grupo controle ocorreu retrusão. Conclusão: De maneira geral, os efeitos positivos do tratamento se mantiveram estáveis após cinco anos. Com base nesses achados, conclui-se que o uso do Forsus FRD é efetivo para a correção da Classe II, proporcionando resultados estáveis.
