Presença de corpos estranhos aderidos a cavidade bucal: relato de dois casos
Mirella Rosa Ozório LUZ, Lucas Fernando Oliveira Tomáz FERRARESSO, Leonardo Antônio de MORAIS, Jéssica Silva SANTANA, Juliano Pelim PESSAN, Alberto Carlos Botazzo DELBEM, Mariana Emi NAGATA, Thayse Yumi HOSIDA
Resumo
Introdução: Corpos estranhos (CE) são caracterizados como objetos indesejados não pertencentes ao organismo que podem estar alojados ou aderidos ao corpo humano. A presença de CE localizados na cavidade bucal de bebês é uma situação comumente encontrada, embora aderido ao palato duro seja raramente descrito na literatura. Objetivo: Relatar dois casos de CE aderidos em diferentes estruturas da cavidade bucal de bebês atendidos na Bebê-Clínica da Faculdade de Odontologia Unesp - FOA/Unesp. Conduta clínica: Em ambos os casos, os pais assinaram o Termo de consentimento livre esclarecido (TCLE). Caso 1: Paciente do sexo masculino, 9 meses de idade, compareceu acompanhado dos pais devido a presença de lesão indolor no palato duro há 15 dias. Clinicamente, identificou-se uma alteração amarelada, lisa, brilhante, circunscrita, de consistência endurecida e halo eritematoso nas bordas, localizada na região mediana do palato duro, compatível com CE. Caso 2: Paciente do sexo feminino, 12 meses de idade, compareceu acompanhada da mãe devido a presença de cisto esbranquiçado na gengiva há 7 dias. Clinicamente, identificou-se uma alteração esbranquiçada, lisa, brilhante, circunscrita, de consistência endurecida, localizada em rodete gengival na altura do dente 64, compatível com CE. Em ambos os casos, a conduta adotada foi a remoção dos CE com auxílio de gaze estéril e instrumental odontológico, em ambiente ambulatorial. Após o procedimento, constatou-se que os CE eram, respectivamente, um protetor de porta anti-impacto de silicone e um fragmento de plástico de um brinquedo antiestresse. Em proservação clínica, foi observado mucosa do palato duro e do rodete gengival com aspectos de normalidade, sem sinais de recidiva. Conclusão: Conclui-se que a presença de CE aderidos em diferentes localizações da cavidade bucal de bebês são situações que apresentam riscos de aspiração ou deglutição. Adicionalmente, um exame físico detalhado e criterioso possibilita um diagnóstico imediato e preciso, bem como o tratamento para a remoção.
