Traumatismo em dentição decÃdua com sequela em dente permanente: relato de caso
Karine MarÃlia Souza MARTINATI, Priscila Cabelleira BOM, Raquel Antônio MATHEUS, Claudio Alberto FRANZIN, Ilma Carla de SOUZA, Francismar Zamberlan RAUSCH, Suzimara Gea OSÓRIO, Lucimara Cheles da Silva FRANZIN
Resumo
Introdução: O trauma dentário na dentição decÃdua pode ocasionar alterações significativas nos dentes permanentes em desenvolvimento, devido à estreita relação anatômica entre essas estruturas. Entre as possÃveis repercussões estão as dilacerações radicular e coronária, além da formação de odontoma, resultantes de lesões no folÃculo do dente permanente, que comprometem o processo de odontogênese e a morfologia dentária. Objetivo: Relatar um caso clÃnico de traumatismo dentário na primeira infância que resultou em dilaceração coronária, radicular e desenvolvimento de odontoma no dente 21 permanente. Conduta clÃnica: Paciente do sexo feminino, 7 anos, com histórico de queda do bebê conforto antes de completar o primeiro ano de vida, sem acompanhamento odontológico na ocasião. O exame clÃnico e radiográfico revelou dilaceração radicular e coronária do dente 21, impedindo sua erupção, além de mordida aberta anterior e presença de hábitos deletérios. Optou-se inicialmente por uma abordagem conservadora, com reanatomização coronária em resina composta, instalação de aparelho ortodôntico removÃvel tipo Hawley com grade palatina e acompanhamento fonoaudiológico. Após dois anos, durante o monitoramento radiográfico, foi identificada uma imagem radiopaca bem delimitada, sugestiva de odontoma, associada à s demais sequelas do trauma. Diante desse achado, indicou-se a continuidade do acompanhamento clÃnico e radiográfico até que haja indicação ideal para a remoção cirúrgica da lesão. Resultado: A intervenção conservadora proporcionou melhora estética, funcional e emocional, favorecendo o desenvolvimento oral. A paciente permanece em acompanhamento até a realização da cirurgia definitiva. Conclusão: O caso evidencia a importância do diagnóstico precoce, do acompanhamento longitudinal e da atuação multidisciplinar frente aos traumatismos na primeira infância, destacando suas repercussões na dentição permanente, como dilaceração e formação de odontoma.
