Revista de Odontologia da UNESP
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Revista de Odontologia da UNESP
Congress Abstract

Do diagnóstico ao tratamento de agenesia condilar na primeira infância: relato de caso

Giovanna Carolina Confortini PETRUCELLI, Barbara Maria Morais da MOTA, Maria Laura de Almeida GIANETTI, Luciana Tiemi Inagaki NOMURA, Gabriela Fleury SEIXAS, Mariana Emi NAGATA, Cássia Cilene Dezan GARBELINE, Rodrigo Hayashi SAKUMA

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Resumo

Introdução: A articulação temporomandibular (ATM) é uma das mais complexas do corpo humano, essencial para os movimentos da mandíbula e fundamental na mastigação, fala e no desenvolvimento do osso mandibular. Dessa forma, as alterações congênitas ou adquiridas, como traumas, podem levar à fratura do côndilo mandibular, resultando em complicações significativas, como assimetrias no crescimento da face, dificuldade nos movimentos da mandíbula e até anquilose da articulação temporomandibular. Objetivo: O objetivo deste trabalho é relatar um caso clínico de agenesia do côndilo na primeira infância, seu diagnóstico e conduta, houve o consentimento da mãe do paciente para a apresentação do caso. Conduta clínica: Paciente do sexo masculino, 7 anos, compareceu ao Pronto Socorro Infantil da Universidade Estadual de Londrina. Ao exame físico observou-se uma assimetria e face, acentuado deslocamento durante a abertura mandibular e os pais não relataram nenhuma queda na infância. Foi pedido a radiografia panorâmica onde não foi conseguido detectar o problema, realizou-se então o exame tomográfico para avaliação da ATM, que constatou ausência do processo coronoide e processo condilar no local do coronoide. Resultado: Considerando o crescimento ósseo incompleto e a pouca idade da paciente, optou-se para o tratamento com aparelhos de ortopedia funcional dos maxilares, para fazer a correção da mordida aberta e preparar a musculatura e a fortalecer para que futuramente ele consiga fazer a cirurgia corretiva. Conclusão: Com base nesse relato podemos concluir que é de extrema importância o odontopediatra estar atento às características faciais do paciente, além de suas queixas principais. Uma anamnese detalhada e exame físico minucioso são imprescindíveis para o diagnóstico precoce e correto tratamento, uma vez que a percepção da assimetria facial nos primeiros anos de vida da criança e conduta adequada favorecem o correto desenvolvimento do sistema estomatognático. Mostrando também, a importância da colaboração entre diferentes especialidades para um manejo eficaz, podendo sempre oferecer uma abordagem clínica mais abrangente para melhorar a qualidade de vida do paciente.

Palavras-chave

Articulação temporomandibular; côndilo mandibular; assimetria facial
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