Revista de Odontologia da UNESP
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Revista de Odontologia da UNESP
Congress Abstract

Longevidade de restaurações unitárias com implantes dentários curtos – uma revisão sistemática e metanálise

Diego Morita Gomes da COSTA, Izabela FERREIRA, Lívia Maiumi UEHARA, João Marcos CARVALHO-SILVA, Maria Eduarda Dagostim BRINCAS, Andréa Cândido dos REIS

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Resumo

Introdução: A reabilitação com implantes dentários tem se consolidado como uma alternativa eficaz e previsível na reposição de dentes ausentes. Entretanto, em casos de reabsorção óssea acentuada ou limitações anatômicas, o uso de implantes convencionais pode exigir procedimentos cirúrgicos invasivos. Nesse cenário, os implantes curtos (< 8 mm) surgem como uma solução viável, especialmente em regiões posteriores, ao reduzirem a necessidade de intervenções adicionais sem comprometer a função e a estética. Objetivo: O objetivo desta revisão sistemática foi responder a pergunta: “Existe longevidade nas restaurações unitárias suportadas por implantes dentários curtos?” Método: As diretrizes PRISMA foram seguidas e a revisão sistemática foi registrada na plataforma PROSPERO (CRD420250643811). A estratégia de busca personalizada foi aplicada em cinco bases de dados, na literatura cinzenta e por meio de busca manual. A seleção dos artigos ocorreu em duas etapas, de forma independente por revisores, conforme os critérios de elegibilidade estabelecidos. A avaliação do risco de viés foi realizada por meio da ferramenta ROB II, para ensaios clínicos randomizados, e da Checklist do Joanna Briggs Institute (JBI), para estudos do tipo coorte. Resultado: A busca resultou em 1601 artigos, dos quais 1276 foram analisados por título e , levando à seleção de 2 para leitura completa. Um estudo foi incluído, juntamente com 4 obtidos por busca manual. Os 5 artigos selecionados apresentaram baixo risco de viés e homogeneidade metodológica. A análise qualitativa revelou consenso entre os estudos, com tempo de acompanhamento entre 3 e 5 anos. A meta-análise indicou menor taxa de sobrevivência para implantes curtos (p = 0,03; RR 5,19), sem diferenças estatisticamente significativas para afrouxamento de parafuso (p = 0,49) e perda óssea marginal (p = 0,27). A razão coroa/implante foi mais favorável nos implantes longos (p < 0,001). Conclusão: A taxa de sobrevivência dos implantes curtos é comparável à dos implantes convencionais.

Palavras-chave

Implantes dentários; longevidade; metanálise
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