Revista de Odontologia da UNESP
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Revista de Odontologia da UNESP
Resumo de Congresso

O impacto do estresse na eficácia do tratamento endodôntico: uma análise comparativa de dois casos

Beatriz Gomes da CUNHA, Gustavo Guimarães GUERRERO, Leila Eunice Apse PAES, Rafael Araújo da Costa WARD, Rayana Duarte KHOURY, Amjad Abu HASNA, Camila Gobbi de Carvalho BARBOSA, Marcia Carneiro VALERA

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Resumo

Introdução: A odontologia tem considerado o indivíduo integralmente, agregando fatores sistêmicos e psíquicos, além dos fatores ligados à cavidade bucal. No contexto endodôntico, o desenvolvimento e reparo da periodontite apical pode ter relação direta com o estresse psicológico. Objetivo: Comparar a influência do estresse na resposta ao tratamento endodôntico entre dois pacientes por análise tomográfica. Metodologia: Após a aprovação do CEP 7.389.203, os pacientes foram avaliados e atendidos na Clínica de Endodontia: paciente RBS, 36 anos, sexo masculino, diagnosticado com necrose pulpar e periodontite apical nos dentes 21 e 22; paciente AVS, 40 anos, sexo feminino, com necrose pulpar e periodontite apical nos dentes 42 e 43. Foi solicitada tomografia computadorizada de feixe cônico para avaliar o volume da lesão periapical antes do tratamento e após um ano de sua finalização. Para avaliar o estresse, foi aplicado o Inventário de sintomas de stress para adultos de LIPP revisado. Na 1ª sessão do tratamento endodôntico, os pacientes foram anestesiados, os dentes isolados e foi realizado o preparo biomecânico por terços com instrumento reciprocante e NaOCl 2,5%. O protocolo de irrigação final foi feito com NaOCl 2,5% e EDTA 17% sob agitação ultrassônica passiva, seguido da aplicação da medicação intracanal e selamento com coltosol e resina composta por 15 dias. Na 2ª sessão, a medicação intracanal foi removida e os canais foram obturados. Resultado: RBS apresentou sintomas graves de estresse antes e após um ano, e redução de volume da periodontite apical de 41,97% no dente 21 e 24,11% no dente 22. AVS, em contrapartida, não apresentou sintomas de estresse antes e após um ano, demonstrando redução do volume da periodontite apical de 92,85% no dente 42 e 96,96% no 43. Conclusão: Os achados sugerem correlação entre maior nível de estresse e menor taxa de reparação óssea em tratamentos endodônticos, ressaltando a importância da aproximação entre saúde bucal e mental.

Palavras-chave

Estresse fisiológico; endodontia; regeneração óssea
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