Atenção em saúde bucal durante o tratamento antineoplásico e em cuidados paliativos: revisão da literatura
Échelly Lorrany Alves de OLIVEIRA, Fabrício Campos MACHADO, Thiago de Amorim CARVALHO
Resumo
Introdução: A invasão tecidual em resultado a múltiplas mitoses aberrantes associada à quebra do processo regulatório do ciclo celular se caracteriza como neoplasia maligna e pode acometer diferentes regiões anatômicas incluindo a cavidade bucal. Neste contexto, as terapias antineoplásicas empregadas isoladamente ou em associação são eleitas após análise da localização do tumor, tipo, estadiamento e desenvolvimento. A odontologia expressa grande importância no tratamento e controle de manifestações orais relacionadas a quimioterapia e radioterapia. Objetivo: Analisar a importância, eficácia, relevância e disponibilidade dos cuidados odontológicos em pacientes oncológicos submetidos a diferentes terapias antineoplásicas incluindo também cuidados paliativos considerando aspectos fisiológicos, psicológicos, físicos e sociais. Método: Os estudos foram selecionados através de busca nas bases de dados SciELO, CAPES, LILACS, SciSpace, PubMed, Google Scholar por meio de termos específicos como: “antineoplastic therapy”, “radiotherapy”, “chemotherapy”, “dental care for cancer” e “dental care”. Resultado: As manifestações orais relacionadas às terapias antineoplásicas podem ocorrer durante e após o fim do tratamento. As mais comuns incluem a mucosite que acomete mucosa oral, faríngea, laríngea e esofágica, cárie relacionada à radiação, osteorradionecrose, candidose e xerostomia. Dessa forma, a odontologia assume papel fundamental nos cuidados paliativos auxiliando no controle da dor, promoção de autonomia que resulta também em impacto psicossocial importante. Conclusão: Considerando a fragilidade de pacientes oncológicos no reestabelecimento do autocuidado oral é fundamental a presença do cirurgião dentista na equipe multidisciplinar favorecendo a recuperação do paciente, envolvendo não apenas a melhora das manifestações bucais como a prevenção do agravamento da condição sistêmica.
