Reabordagem cirúrgica de sequela de osso frontal com PMMA
Pedro Gabriel OLIVEIRA, Bruna Cavalcante CAPINAN, Sylas Samuel Alves Seixas DOURADO, Enzo Lima MELLA, Sandro Alexander Lévano LOAYZA, Delano SOUZA
Resumo
Introdução: O acesso coronal se torna indispensável para o manejo de fraturas faciais severas, especialmente no terço superior da face. A biocompatibilidade do titânio e o fácil manuseio das placas e parafusos tornam as fixações de parede anterior do osso frontal mais previsíveis e seguras. Enxertos ósseos são utilizados quando se busca reverter grandes perdas ósseas que causam irregularidades estéticas. Objetivo: O presente trabalho visa relatar uma reabordagem de fratura de osso frontal, com implantação de PMMA (polimetilmetacrilato), uma vez que a primeira abordagem se tornou insatisfatória após o primeiro ato cirúrgico, promovendo sequelas para o paciente. Conduta clínica: Paciente do gênero masculino, vítima de agressão física, apresentando sequela de fratura de tábua externa do osso frontal, paciente já havia sido operado anteriormente. Ao exame clínico observou-se íntimo contato com a pele ao respirar, ao analisar os exames de imagem se confirmou a necessidade de uma reabordagem cirúrgica do caso. Para seu tratamento foi planejada a reabordagem cirúrgica de defeito ósseo em osso frontal, sob anestesia geral. Acesso cirúrgico coronal foi o escolhido para realização da cirurgia, promovendo total acesso ao campo cirúrgico, através da divulsão por planos, descolamento do pericrânio e exposição do defeito ósseo na região frontal. Posteriormente, instalação de PMMA em região de defeito ósseo (tábua externa) e fixação com parafusos do sistema 1.5mm. Resultado: Por fim foi checado o contorno superior do paciente e foi restabelecida a projeção do osso. Conclusão: Portanto, percebe-se que através da utilização do PMMA foi possível trazer o contorno anatômico e funcional do defeito ósseo na região frontal.
