Revista de Odontologia da UNESP
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Revista de Odontologia da UNESP
Congress Abstract

A influência do período acadêmico na manifestação do medo clínico em estudantes de odontologia da UNIFAL-MG

Júlia Higinio Oliveira MAGALHÃES, Davi Figueiredo VALADARES, Iasmim Renó Jorge MOREIRA, Nicole Aparecida Siqueira FERNANDES, Camila Soares LOPES, Lísia Aparecida Costa GONÇALVES, Leonardo Amaral dos REIS

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Resumo

Introdução: A ansiedade é uma reação emocional marcada por apreensão diante de um perigo antecipado, enquanto o medo surge como resposta a uma ameaça real e presente. Na universidade, especialmente em cursos da área da saúde, a ansiedade e o medo são frequentes entre estudantes, sobretudo durante os atendimentos clínicos. A literatura evidencia que o início da prática clínica pode ser um fator desencadeador de insegurança nos discentes, geralmente associada ao medo do fracasso ou da avaliação negativa. Objetivo: O presente estudo teve como objetivo analisar a relação entre o período cursado pelos estudantes matriculados no curso de Odontologia da Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG) e a sensação de medo frente ao ambiente de trabalho nas clínicas odontológicas da instituição. Método: O estudo caracteriza-se como uma pesquisa observacional, de corte transversal, com amostragem não probabilística por conveniência, cujo CAAE é 76429623.3.0000.5142, envolvendo alunos do curso de Odontologia matriculados entre o 5º e o 9º período, no primeiro trimestre de 2024. A coleta de dados foi realizada em sala de aula, através de um formulário elaborado na plataforma Google Forms, que incorporou a Escala de Ansiedade, Depressão e Estresse (DASS-21) e uma versão adaptada da Escala Hospitalar de Ansiedade e Depressão (HADS). Ao todo, 164 acadêmicos responderam ao questionário. Para a análise estatística, utilizou-se o software IBM SPSS (versão 26), com aplicação do teste de KruskalWallis, ao nível de significância de 5% (α=0,05). Resultado: Os resultados evidenciaram uma associação estatisticamente significativa entre o período cursado e a ocorrência de medo sem uma causa específica (p=0,019), indicando que estudantes podem experimentar níveis mais elevados de receio em determinadas fases da graduação. Conclusão: Dessa forma, observa-se que o contato clínico com pacientes pode despertar sentimentos de medo entre os estudantes o que evidencia a importância de inserir abordagens pedagógicas para o fortalecimento emocional.

Palavras-chave

Ansiedade; odontologia; prática clínica
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