Estresse, ansiedade e depressão entre discentes: desafios na formação em odontologia
Bianca Nathalie Junqueira SOARES, Aline Cardoso TORRES, Luiz Gustavo Silva LACERDA, Pietra Caroline de SOUZA, Rebeca Mariano Nogueira Ferreira ROSA, Camila Soares LOPES, LÃsia Aparecida Costa GONÇALVES, Leonardo Amaral dos REIS
Resumo
Introdução: O estresse é definido como qualquer situação de tensão aguda ou crônica que produz mudança no comportamento fÃsico e no estado emocional do indivÃduo. Diante disso, observase que estudantes universitários frequentemente relatam nÃveis mais elevados de estresse do que as pessoas de outras faixas etárias à medida que progridem em seus estágios educacionais, além de apresentarem um comportamento de busca tardia pelo diagnóstico de ansiedade e depressão. Objetivo: Nesse viés, o estudo proposto tem como objetivo analisar os nÃveis de ansiedade, depressão e estresse entre os estudantes das clÃnicas de Odontologia da UNIFAL-MG visando criar ações para minimizar esses transtornos mentais em universitários. Método: Com esse intuito, a pesquisa incluiu acadêmicos entre 18 a 35 anos matriculados do quinto ao nono perÃodo, dos quais 164 participaram presencialmente de um formulário via plataforma Google Forms. Em seguida, foi aplicada a Escala de Depressão, Ansiedade e Estresse (DASS-21) e a Escala Hospitalar de Ansiedade e Depressão (HADS) adaptada. Resultado: Os resultados indicam que os indivÃduos diagnosticados com algum transtorno mental, 9,8% faz uso de medicamento apenas para a ansiedade, 18,3% faz uso de medicação para ansiedade e depressão, 34,1% não utiliza mais medicação. Ademais, 50,6% nunca receberam um diagnóstico, e 49,4% possui o diagnóstico, mas nunca usaram medicação. Conclusão: Conclui-se que há uma prevalência de acadêmicos diagnosticados com algum desses transtornos, mas que ainda há pouca adesão ao tratamento, sendo necessárias medidas que trabalhem a saúde mental durante a graduação de forma a promover qualidade de vida aos estudantes do curso de Odontologia.
