Revista de Odontologia da UNESP
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Revista de Odontologia da UNESP
Resumo de Congresso

Alterações salivares do antiepiléptico carbamazepina: alterações bioquímicas e redox em ratos wistar jovens

Rafaela Yumi Gregório FUZISHIMA, José Vitor Furuya de LIMA, Renan José BARZOTTI, Larissa Victorino SAMPAIO, Rayara Nogueira de FREITAS, Guilherme Eduardo Rocha SILVA, Yasmin Andrade dos SANTOS, Antonio Hernandes CHAVES-NETO

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Resumo

Introdução: A carbamazepina (CBZ) é um antiepiléptico que se destaca pela alta prevalência de sensação de boca seca entre os pacientes. Objetivo: O objetivo deste estudo foi avaliar os possíveis efeitos da carbamazepina na taxa de fluxo, composição bioquímica e estado redox salivar de ratos. Método: Ratos Wistar machos jovens (6 semanas) foram divididos aleatoriamente em três grupos (n = 10/grupo): Controle (solução salina), CBZ25 (25 mg/kg/dia) e CBZ50 (50 mg/kg/dia) (Tegretol® 10 mg, Novartis, Taboão da Serra, Brasil). Após 28 dias de tratamento via gavagem intragástrica, a saliva induzida por pilocarpina foi coletada e submetida às análises bioquímicas (CEUA FOA/ UNESP nº 393- 2024). Os dados foram analisados por teste ANOVA one-way seguido do post hoc de Tukey (p<0,05). Resultado: Os tratamentos com carbamazepina não afetaram o pH nem a capacidade tamponante salivar. No entanto, CBZ25 (p<0,05) aumentou a taxa de fluxo salivar normalizada pelo peso das glândulas salivares. A concentração de proteína total foi maior nos animais tratados com CBZ25 (p<0,01) e CBZ50 (p<0,05) em relação ao controle. Em contrapartida, CBZ50 reduziu a atividade da amilase salivar em comparação aos grupos controle (p<0,05) e CBZ25 (p<0,05). Além disso, CBZ25 (p<0,0001) e CBZ50 (p<0,05) aumentaram a secreção de magnésio salivar, enquanto CBZ25 também elevou a concentração de cloreto em relação ao controle (p<0,05). Por outro lado, as concentrações de cálcio e fosfato foram menores no grupo CBZ50 em comparação ao controle (p<0,05). Adicionalmente, CBZ50 aumentou a capacidade oxidante total em relação ao grupo CBZ25 (p<0,05). Concomitantemente, CBZ50 promoveu maior dano oxidativo aos lipídios e proteínas salivares em relação aos grupos controle (p<0,05) e CBZ25 (p<0,05 e p<0,01). Por fim, ambas as doses reduziram a capacidade antioxidante total em comparação ao controle (p<0,05). Conclusão: A carbamazepina pode ser um fator de risco para a saúde bucal, induzindo disfunções nas glândulas salivares de forma dose-dependente.

Palavras-chave

Carbamazepina; estresse oxidativo; saliva
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