Revista de Odontologia da UNESP
https://revodontolunesp.com.br/article/69b42faea953956b6c15d234
Revista de Odontologia da UNESP
Congress Abstract

Desenvolvimento e caracterização de nanopartículas de fibroína de seda contendo morina para controle de biofilme de Streptococcus mutans

Milena da Silva GIMENES, Molíria Vieira dos SANTOS, Luciana Solera SALES, Breno Augusto Mackert MOURÃO, Cristielle Ribeiro GOMES, Marina Lima FONTES, Hernane da Silva BARUD, Fernanda Lourenção BRIGHENTI

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Resumo

Introdução: A fibroína de seda (FS), um polímero natural, tem sido amplamente explorada no campo farmacêutico, mas seu uso na Odontologia ainda é incipiente. A incorporação da morina – flavonoide com atividade antimicrobiana reconhecida, porém com baixa estabilidade, solubilidade e biodisponibilidade – à FS representa uma estratégia promissora para potencializar sua ação terapêutica. Objetivo: Desenvolver, sintetizar e caracterizar nanopartículas baseadas em fibroína de seda contendo morina (NPFS-M) e avaliar in vitro sua atividade antimicrobiana, antibiofilme e antiacidogênica em biofilme de Streptococcus mutans. Método: As nanopartículas foram sintetizadas a partir de casulos de Bombyx mori e caracterizadas por espalhamento dinâmico da luz (DLS) no dia da síntese e após 7, 15 e 30 dias. A estrutura secundária foi avaliada por espectroscopia no infravermelho com transformada de Fourier (FTIR) e a morfologia por microscopia eletrônica de transmissão (TEM). Além disso, foram analisadas a eficiência de encapsulação e a liberação in vitro da morina em diferentes pHs. A atividade antimicrobiana, antiacidogênica e antibiofilme foi avaliada em biofilmes de S. mutans por meio da análise da viabilidade microbiana (UFC/mL), acidogenicidade do biofilme e biomassa (cristal violeta). Resultado: As NPFS-M apresentaram valores ideais de tamanho de partícula (53,5±3,7 nm), índice de polidispersão (0,352±0,032) e potencial zeta (45,9±0,60 mV), mostrando estabilidade, morfologia homogênea, superfície porosa e estrutura cristalina. A eficiência de encapsulação de morina foi de 55%, com liberação gradual e dependente do pH (69% em pH 7,4, 59% em pH 6,0 e 16% em pH 4,5). Além disso, reduziram significativamente a biomassa, viabilidade e acidogenicidade do biofilme de S. mutans em comparação aos controles. Conclusão: As NPFS-M foram desenvolvidas com sucesso, apresentando propriedades físico-químicas favoráveis, liberação controlada e pH dependente e ação eficaz contra fatores de virulência do biofilme de S. mutans.

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