Interações entre odontopediatria e oncologia infantil: uma revisão de literatura e construção de cartilha informativa
Giovanna Lima FORTUNATO, Maísa Rodrigues Queiroz DE SOUZA, Gabriela Leal Peres FERNANDES, Eduarda Martins Fontes Cantarella DE ALMEIDA, Marcelle DANELON
Resumo
Introdução: O câncer infantil, apesar de representar uma das principais causas de mortalidade entre crianças devido à sua rápida progressão, teve sua taxa de mortalidade reduzida significativamente com os avanços da medicina moderna. O cuidado desses pacientes exige uma abordagem multidisciplinar, a partir dos métodos terapêuticos empregados. Objetivo: Realizar uma revisão de literatura sobre lesões e alterações em boca, cabeça e pescoço decorrentes de neoplasias malignas em crianças, abordando os tratamentos odontológicos associados, além da elaboração de uma cartilha informativa sobre o tema. Método: A pesquisa bibliográfica foi realizada nas bases de dados PubMed, SciELO e Google Scholar, utilizando os descritores “Odontopediatria”, “Crianças”, “Oncologia” e “Mucosite Oral”, além de seus equivalentes em inglês: “Pediatric Dentistry”, “Children”, “Oncology” e “Oral Mucositis”, datando de 2014 a 2024. Resultado: Devido à intensidade dos tratamentos oncológicos, associada a fatores como higiene bucal deficiente, alterações dietéticas, idade, gênero e etnia, diversos efeitos adversos podem surgir. Entre eles, destacam-se alterações no desenvolvimento dentário, disfunções na articulação temporomandibular, redução do fluxo salivar e manifestações na cavidade oral, como trismo, xerostomia, dor, desconforto, disfagia e necessidade de hospitalização. Quando o tumor acomete a região de cabeça e pescoço, podem ocorrer deformidades craniofaciais e impactos psicossociais, exigindo intervenções reabilitadoras para restaurar função, estética e qualidade de vida. Conclusão: Conclui-se que o conhecimento do odontopediatra sobre as lesões bucais e complicações decorrentes do tratamento oncológico infantil é essencial para a prevenção, diagnóstico precoce, intervenção adequada, reabilitação e promoção de uma melhor qualidade de vida ao paciente infantil. Contudo, para promover orientação, ao final deste estudo, elaborou-se uma cartilha informativa.
