Avaliar o excesso de cimento nas margens das coroas implantossuportadas com cimento definitivo em três técnicas de cimentação
Bruna Borges de Miranda HORIGUCHI, Aniele Borges FERRAZ, Bruno Sotto MAIOR, Edgard BELLADONNA, Edmond ABDO
Resumo
Introdução: A implantodontia moderna oferece duas abordagens para coroas implanto-suportadas: retenção cimentada e aparafusada, ambas com alta previsibilidade. Embora sem consenso sobre qual é superior, as próteses cimentadas são preferidas esteticamente por não terem orifícios, compensarem a posição do implante e distribuírem melhor as forças, aumentando a durabilidade. Contudo, apresentam desvantagens como dificuldade de reversibilidade e risco de peri-implantite por excesso de cimento. Já as próteses aparafusadas destacam-se pela fácil reversibilidade, sendo ideais para cargas imediatas, mas podem comprometer a estética e ter custos laboratoriais mais altos. Objetivo: Avaliar o excesso de cimento nas margens de coroas implantossuportadas, usando cimento definitivo em 3 técnicas. Método: Análogos do sistema hexágono externo (HE) da DSP Biomedical e pilares do fabricante foram utilizados. Trinta copings foram divididos em três grupos de dez: o primeiro cimentado diretamente; o segundo cimentado parcialmente em análogos para extravasar o cimento, depois encaixado nos pilares; e o terceiro com um sulco de escape palatino de 0,9mm. Gengiva artificial (Gingifast Elastic) simulou a cimentação intra-oral. Os copings foram cimentados com fosfato de zinco. O excesso foi registrado com fotos antes e após a remoção. Resultado: Antes da remoção, o maior excesso foi no grupo de técnica convencional, 2,0 vezes maior que no grupo com sulco. Quando a cimentação foi no análogo, o excesso foi 49,0 vezes inferior à técnica convencional e 24,3 vezes menor que a técnica com sulco. A remoção pelo operador reduziu o excesso apenas nas técnicas convencional e do sulco. Na técnica com análogo, o excesso já era significativamente menor e não foi reduzido pelo operador. Conclusão: A técnica de cimentação no análogo resultou em menores excessos. Após a remoção, os excessos nas técnicas convencional e de sulco foram, respectivamente, 5,0 e 2,3 vezes maiores que na técnica com análogo.
