Terapia fotodinâmica antimicrobiana no tratamento da periimplantite: uma revisão sistemática com metanálise
Juliana Dias Corpa TARDELLI, João Marcos CARVALHO-SILVA, Victor de MELO-SOARES, Livia Maiumi UEHARA, Izabela FERREIRA, Andréa Cândido dos REIS
Resumo
Introdução: A terapia fotodinâmica antimicrobiana (aPDT) para o tratamento da peri-implantite tornou-se promissora nos últimos anos por ser indolor, rápida, de ação local e específica, inativar os LPS que comprometem a reosseointegração e não induzir a formação de superbactérias. Objetivo: Esta revisão sistemática visou responder “Qual o estado da arte da terapia aPDT no tratamento da peri-implantite?”. Método: Esta revisão seguiu as normas do PRISMA 2020 e foi registrada no PROSPERO. A estratégia de busca foi aplicada em quatro bases de dados e na literatura cinzenta. O processo de seleção ocorreu em duas etapas pelos revisores de modo independente e cego. Como critério de elegibilidade foram incluídos estudos que tenham avaliado a eficácia da aPDT no tratamento da peri- implantite. O risco de viés foi analisado por ferramenta específica para cada tipo de estudo. Resultado: Dos 114 artigos encontrados, 32 contemplaram os critérios e foram incluídos, divididos em 15 in vitro e 17 clínicos (randomizados ou não). A metanálise demonstrou para os estudos in vitro redução significativa da carga microbiana e para os clínicos otimização dos parâmetros clínicos sangramento a sondagem (SS), profundidade de sondagem (PS) e perda óssea (PO) quando associada ao desbridamento mecânico (DM). Com comprovação pelo GRADE da alta certeza da evidência. Conclusão: Os 32 artigos (in vitro e clínicos) evidenciam a eficácia da aPDT como uma estratégia inteligente de controle da infecção peri-implantar e a consideram como uma estratégia de próxima geração por combinar a inovação de materiais e protocolos. Os in vitro constataram a eficácia da terapia aPDT e suportam o desenvolvimento de estudos in vivo e clínicos para otimização dos fotossensibilizadores, dispositivos de luz e parâmetros. Para os clínicos, aPDT+MD possibilitou melhores resultados clínicos. Além de em pacientes com comprometimento local (fumo de cigarro e narguile) e sistêmico (pré-diabetes, diabetes, e obesidade) ter otimizado os índices clínicos.
