Fraturas maxilo-faciais graves decorrentes de acidente ciclístico com abordagem cirúrgica integrada: relato de caso clínico
Daiane RECH, Gustavo Zanna FERREIRA, Rafaella Ferrari PAVONI, Micael CADARI, Maryana CRUZ
Resumo
Introdução: Os traumas maxilo-faciais estão comumente relacionados à acidentes envolvendo diversos tipos de meios de transportes, tendo um impacto significativo sobre áreas corporais geralmente desprovidas de proteção, como a região maxilo-facial, podendo levar à diversas fraturas. Objetivo: Contudo, o objetivo deste trabalho é relatar um caso clínico de trauma em face devido a um acidente ciclístico e a sua conduta, com o consentimento livre e esclarecido da paciente em questão. Conduta clínica: Paciente, do sexo feminino, 30 anos de idade, foi conduzida a um atendimento no Hospital Santa Rita devido a um acidente ciclístico. Ao exame físico geral apresentou-se em bom estado. Ao exame físico local apresentava ferida corto-contusa em região frontal direita e narina direita, edema e equimose periorbital bilateral, visão do olho direita preservada e narinas permeáveis. Ao exame tomográfico constatou-se fratura de parede medial, lateral e teto de orbita bilateral, nasal e septo nasal bilateral, sutura frontozigomática, parede posterior e anterior do seio frontal, temporal à direita, Le Fort III incompleta e base de crânio, sendo necessário o tratamento cirúrgico. Desse modo, foi realizado acesso coronal e, subciliar do lado esquerdo, para adequada exposição das fraturas, permitindo a redução anatômica, fixação e reconstrução com placas e parafusos dos sistemas 1.5 mm e 2.0 mm. Em conjunto com a equipe de neurocirurgia, procedeu-se à cranialização do seio frontal, com remoção completa da mucosa e obliteração com retalho de pericrânio. Conclusão: Sendo assim, concluímos que as fraturas de face exigem avaliação individualizada, considerando o tipo, extensão e estruturas envolvidas. No caso específico de fraturas do osso frontal, a conduta depende do comprometimento da parede anterior, posterior e do seio frontal. A atuação conjunta com a neurocirurgia é essencial nestes casos para um manejo seguro e eficaz.
