Tratamento da classe III esquelética por meio da protração maxilar assistida por miniimplantes: relato de caso
Liviah Nirelli Lucena MORAIS, Alessandra Teixeira da SILVA, Arthur César de Medeiros ALVES
Resumo
Introdução: A máscara facial apresenta um efeito ortopédico limitado a partir da pré-adolescência, devido a maior consolidação das suturas circum-maxilares. Objetivo: Relatar um caso em que a protração maxilar assistida por miniimplantes foi realizada para interceptar uma Classe III esquelética na pré-adolescência. Conduta clínica: Paciente do sexo masculino, 10 anos, foi diagnosticado com perfil facial côncavo, má-oclusão esquelética de Classe III por deficiência maxilar, Classe III de Angle, relação de Classe III de caninos, mordida cruzada anterior, overjet de-3 mm, overbite de 40% e desvio de linha média superior e inferior para a direita. O tratamento envolveu a protração maxilar apoiada em miniimplantes. Dessa forma, foi realizada a instalação de um aparelho ortodôntico removível inferior com levante de mordida posterior, a instalação de um expansor apoiado em dois miniimplantes e a instalação de dois miniimplantes interradiculares localizados entre os caninos e os 1º pré-molares inferiores. O expansor foi ativado durante 10 dias, seguindo-se um protocolo de ativação de 2/4 de volta por dia. Em seguida, o paciente foi orientado a utilizar elásticos intermaxilares 3/16” com força de 250 g por lado, trocados duas vezes ao dia por 1 ano. Após a correção da Classe III, foi instalado um arco lingual de Nance, objetivando preservar o Lee Wee Space para, se necessário, promover a retração dos incisivos inferiores na fase 2 do tratamento. Resultados: Após um ano de tratamento, o paciente demonstrou uma melhora no perfil facial, um overbite positivo de 30%, um overjet de 2 mm e uma relação de Classe I de caninos. Conclusão: A abordagem ortodôntica proposta foi efetiva, provocando uma melhora na oclusão e na estética dentofacial do paciente.