Tratamento da atresia maxilar associada à sobremordida acentuada em paciente classe II de Angle – relato de caso
Alessandra Teixeira da SILVA, Luanny de Brito Avelino CASSIANO, Carlos Eduardo de Paiva Campos Nogueira SIMÃO, Emmily Tamiris Farias PINTO, Liviah Nirelli Lucena MORAIS, Sergei Godeiro Fernandes Rabelo CALDAS
Resumo
Introdução: A maloclusão de Classe II não tratada pode trazer prejuízos na fala, deglutição, respiração e, consequentemente, na qualidade de vida do paciente. Quando há alterações transversais e verticais associadas às anteroposteriores, os tratamentos tornam-se mais desafiadores. Objetivo: Relatar a conduta de tratamento de um paciente com má oclusão de Classe II com mordida cruzada posterior unilateral, falta de espaço no arco superior e sobremordida profunda associada à curva de Spee acentuada no arco mandibular. Conduta Clínica: Paciente do gênero masculino, 14 anos de idade, como queixa principal a ausência de espaço para “presas nascerem”. Durante anamnese foi diagnosticada a maloclusão de Classe II de Angle subdivisão esquerda, sobremordida profunda e ausência de espaço no arco superior. O tratamento estabelecido no arco superior consistiu na expansão rápida de maxila (1/4 de ativação, duas vezes ao dia por 14 dias) e posterior aparelho fixo. No arco inferior foi realizada uma mecânica com cantiléveres para correção vertical precoce da curva de Spee associada ao alinhamento e nivelamento do aparelho corretivo fixo. Resultados: Com o tratamento planejado, foi alcançado um resultado estético e funcional adequado com correção da Classe II de Angle, criação de espaço no arco para alinhamento dos caninos, correção da mordida cruzada e da sobremordida acentuada. Conclusão: O diagnóstico correto associado ao conhecimento de biomecânica racional e eficiente são os fundamentais para o tratamento adequado das más oclusões. A associação da disjunção maxilar e a correção precoce da curva de Spee no arco inferior foram a base para se alcançar os objetivos planejados.