Confecção de próteses parciais removíveis por meio do fluxo analógico-digital
Isadora de Souza ALVIM, Marianna Alves Marquez Teixeira de CASTRO, Maria Antônia Alves FERREIRA, Wender Batista de SOUZA, Eduardo Henrique da SILVA, Germana de Villa CAMARGOS
Resumo
Introdução: Considerando a relação entre edentulismo e condições socioeconômicas desfavoráveis, as Próteses Parciais Removíveis (PPRs) permanecem sendo relevantes como uma escolha de tratamento para a reabilitação. O uso do fluxo digital para a confecção de PPRs, pode simplificar e aprimorar a obtenção das infraestruturas metálicas IEMs, sem comprometimento da adaptação e retenção. Objetivo: Esse relato tem como objetivo apresentar um caso clínico utilizando o fluxo analógico-digital na confecção de IEMs para a reabilitação de um paciente parcialmente edêntulo. Conduta clínica: Paciente do sexo masculino, de 41 anos, procurou a clínica com queixas estéticas e insatisfação com suas próteses provisórias. Durante o exame clínico, não foram identificadas alterações sistêmicas significativas, porém foi observada a presença de cálculos dentários e alto índice de placa. Após ser definido o plano de tratamento, alguns elementos dentários foram extraídos e PPRs provisórias instaladas. De forma analógica os modelos de estudo maxilares e mandibulares foram obtidos e delineados. Foram realizados os preparos intra-orais e através de um scanner extraoral os modelos de trabalho em gesso obtidos foram escaneados. Os modelos digitais foram delineados, as áreas retentivas foram bloqueadas, e as infraestruturas metálicas (IEMs) foram desenhadas, impressas em resina calcinável e fundidas com liga de Co-Cr. Logo após, foi feita a prova e ajuste das IEMs, seguida da confecção das bases de prova e do plano de cera nas regiões de extremo livre para o registro maxilomandibular. Em seguida, após a avaliação da montagem de dentes, as PPRs foram processadas e instaladas. Resultados: A reabilitação utilizando PPRs confeccionadas pelo método analógico-digital demonstrou ser mais eficiente no tempo de trabalho laboratorial, garantindo uma adaptação precisa das infraestruturas metálicas (IEMs) e resultando em elevado grau de satisfação por parte do paciente com o tratamento protético. Conclusão: A integração do fluxo analógico-digital demonstra eficiência significativa no tempo de trabalho laboratorial e na satisfação do paciente.